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Sonda Juno observa a lua Ganimedes na maior aproximação já realizada em 20 anos

·3 minuto de leitura

Nesta segunda-feira (8), a sonda Juno, da NASA, passou a 1.000 km de distância da superfície de Ganimedes, a maior lua de Júpiter e também a maior lua do Sistema Solar inteiro. A sonda estava a uma velocidade aproxima de 66.000 km/h e marcou a maior aproximação ao satélite natural já realizada em 20 anos. Em um comunicado oficial, a agência espacial norte-americana informou que novas imagens e outras informações sobre a lua chegarão à Terra nos próximos dias.

Ganimedes é uma das quatro luas galileanas de Júpiter, as maiores do gigante gasoso. Além disso, a lua recentemente visitada é o maior satélite natural do Sistema Solar e é a única, até o momento, a possuir um campo magnético. A maior aproximação ocorreu em 2000, enquanto a sonda Galileu explorava Júpiter e muitas de suas luas. A sonda espacial Juno, da NASA, foi lançada em 2011, mas somente em julho de 2016 alcançou a órbita de Júpiter. Desde então, ela tem explorado o maior gigante gasoso do Sistema Solar e algumas de suas luas.

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Através do sobrevoo, a equipe responsável pela missão espera obter informações mais detalhadas sobre Ganimedes, as quais serão cruciais para o planejamento das futuras missões de exploração das luas geladas de Júpiter. Até agora, são duas confirmadas: a missão JUICE (sigla para Jupiter Icy Moons Explorer), da Agência Espacial Europeia; e a missão Europa Clipper, da NASA, esta destinada à lua Europa — ambas programadas para a próxima década.

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Com diâmetro médio de 5.262,4 km, Ganimedes é um pouco maior do que o planeta Mercúrio e sua superfície é predominantemente composta por rochas de silicatos e gelo de água — acredita-se que esta crosta de gelo esteja flutuando sobre um manto lamacento, o qual pode conter uma camada de água líquida. Em seu sobrevoo, a sonda Juno utilizou vários de seus instrumentos, como o Espectrógrafo Ultravioleta (UVS), o Jovian Infrared Auroral Mapper (JIRAM) e o Radiômetro de Microondas (MWR). No entanto, só cinco imagens são esperadas, porque a lua permaneceu por apenas 25 minutos no campo de visão da sonda.

Um mosaico da lua Ganimedes, montado através das melhores imagens obtidas pelas sondas Voyager 1 e 2 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Um mosaico da lua Ganimedes, montado através das melhores imagens obtidas pelas sondas Voyager 1 e 2 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

O principal investigador da missão Juno, Scott Bolton, que é cientista espacial do Southwest Research Institute, explica que a sonda carrega um conjunto de instrumentos sensíveis e capazes de ver Ganimedes de maneiras jamais vistas — e acrescenta: "voando tão perto, traremos a exploração de Ganimedes para o século 21". Agora, a Juno segue em direção ao seu 34º sobrevoo próximo ao topo das nuvens de Júpiter, prevista para esta terça-feira (8).

Fonte: Canaltech

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