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Sonda InSight pode sobreviver mais tempo em Marte graças a um clima "bom"

A sonda InSight pode ainda conseguir fôlego para operar em Marte por mais algum tempo, mesmo com o acúmulo de poeira em seus painéis solares. Os cientistas esperavam que, com o excesso de poeira, ela poderia ficar sem energia, mas a InSight segue firme na coleta de dados e pode conseguir se manter assim mais um pouco, se o tempo em Marte colaborar — quem sabe, até janeiro de 2023.

Desde 2021, a equipe da missão estima que o excesso de poeira forçaria o lander a se “aposentar” neste ano. Em maio, eles consideraram que a InSight poderia continuar funcionando por mais um período, e implementaram um modo que iria priorizar a energia direcionada ao sismômetro dela. Além disso, eles implementaram algumas alterações para evitar que ela entre no modo de segurança.

A última "selfie" da InSight, capturada em abril de 2022 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
A última "selfie" da InSight, capturada em abril de 2022 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Segundo Chuck Scott, gerente de projeto da missão, estas ações deram um novo fôlego ao lander. “Mudamos um pouco nossas operações e tivemos sorte com os eventos climáticos em Marte, porque não experimentamos grandes tempestades de poeira nem nada do tipo”, explicou ele. Agora, Marte está passando por uma estação conhecida por suas tempestades de poeira — que, por enquanto, está mais tranquila do que o esperado.

Scott observou que as previsões do tempo do planeta não parecem apontar tempestades regionais nas próximas semanas. Quando a InSight pousou em Marte, em 2018, ela conseguia produzir 5 mil watts por hora a cada dia marciano, cerca de 40 minutos mais longo que os dias na Terra. “Cada vez que há uma tempestade ou algo do tipo em Marte, a energia cai”, disse ele.

No momento, a InSight está produzindo cerca de 400 watts-hora a cada sol (o nome dado aos dias em Marte), ou seja, está com menos de 10% da capacidade que tinha quando pousou. O lander precisa de, no mínimo, 300 watts-hora para manter seu sismômetro, sistema de comunicação e funções básicas ativas; portanto, se um dia ela não conseguir produzir esta energia, irá consumir o que restou de energia em sua bateria pela última vez.

“Ela vai chegar a um ponto em que a bateria vai falhar, e não terá como se reiniciar”, explicou Scott. Eles não sabem exatamente por quanto tempo a drenagem final da carga pode durar, mas é possível que se estenda por alguns anos. “Com base no que vimos, acreditamos que a probabilidade de isso acontecer durante o período antes da bateria falhar é, talvez, 10%”, sugeriu. Este estado representará o fim da missão.

Enquanto este momento não chega ou grandes tempestades de poeira não ocorrem, a equipe está trabalhando para conseguir o máximo de dados que for possível. “Ainda estamos observando tremores, ainda vemos coisas no sismômetro”, acrescentou Scott, dizendo que espera que estas atividades continuem até o fim da missão. “Estamos apenas nos esforçando muito para conseguirmos o máximo de ciência dela, até o fim real, quando ela realmente ‘morrer’”, finalizou.

Fonte: Canaltech

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