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Sonda da NASA registra os três maiores tremores já detectados em Marte

·3 minuto de leitura

Em 2018, a NASA lançou o lander InSight para descobrir mais sobre o interior de Marte através dos abalos sísmicos que ocorrem por lá. Já no dia 18 de setembro, a sonda chegou aos 1.000 dias marcianos — ou sóis — de missão no Planeta Vermelho, alcançando o marco em grande estilo. Naquele dia, a sonda registrou um “martemoto” de magnitude 4,2 durante quase uma hora e meia, sendo um dos tremores sísmicos mais longos e intensos detectados até o momento. Além deste, outros dois fortes tremores também foram registrados.

Os dados da atividade sísmica foram obtidos graças ao sucesso da remoção de poeira de um dos painéis solares do lander, que permitiu manter seu sismômetro ativo. Este foi o terceiro grande terremoto identificado pela InSight em um só mês. No dia 25 de agosto, o sismômetro da sonda detectou tremores de magnitude 4,2 e 4,1. No momento, os cientistas seguem investigando o evento do dia 18, e já sabem um pouco mais sobre os de agosto. O martemoto de magnitude 4,2 ocoreu a 8.500 km da sonda, o que o torna o mais distante já registrado e, agora, eles seguem trabalhando para determinar a origem e direção em que as ondas sísmicas viajaram.

Selfie do lander feita pelo instrumento Deployment Camera (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Selfie do lander feita pelo instrumento Deployment Camera (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Por enquanto, eles já sabem que os tremores ocorreram longe demais para serem originados em Cerberus Fossae, o local onde houve abalos sísmicos anteriores. Além disso, os registros de agosto mostram fenômenos de características bem diferentes: o de magnitude 4,2 foi um martemoto de vibrações lentas e de baixa frequência, enquanto o outro, de magnitude 4,1, mostrou vibrações rápidas e de alta frequência, e aconteceu a 925 km de distância do lander.

Apesar das diferenças, os dois terremotos de agosto têm algumas semelhanças entre si: além de ambos terem sido intensos, eles ocorreram durante o dia, a etapa em que há mais ventos — e ruídos, no caso do sismômetro — em Marte. Geralmente, o instrumento detecta os martemotos durante a noite, período em que o planeta esfria e os ventos ficam mais calmos. Mesmo assim, os sinais dos terremotos de agosto foram fortes o suficiente para se destacar em meio a qualquer ruído de vento.

Entender a natureza das ondas sísmicas do planeta é uma forma de os cientistas descobrirem mais sobre o interior do planeta e, como consequência, entenderem melhor a formação dos planetas rochosos — incluindo a Terra e a Lua. Aliás, esses tremores poderiam não ter sido detectados se a equipe da missão InSight não tivesse agido durante o afélio de Marte, período em que o planeta ficou mais distante do Sol em sua órbita elíptica. Com as temperaturas mais baixas, a InSight precisou depender mais de seus aquecedores para manter a temperatura mínima para funcionar.

Entretanto, o excesso de poeira nos painéis solares fez com que a equipe precisasse desligar alguns instrumentos temporariamente — mas não o sismômetro, que continuou ativo graças a uma abordagem inusitada. Os cientistas usaram o braço robótico da InSight para jogar areia marciana perto de um dos painéis solares, para que o vento levasse os grãos e ajudasse a “varrer” um pouco da poeira do componente. A ideia deu certo, e a equipe observou os níveis de energia da sonda se manterem razoavelmente estáveis. Agora, Marte se aproxima do Sol novamente e a energia da sonda aumenta de pouco a pouco.

Fonte: Canaltech

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