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Sonda da NASA identifica brilho pulsante no céu noturno de Marte

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

A sonda Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN), da NASA, identificou grandes áreas de Marte emitindo um brilho que pulsa regularmente em períodos determinados, emitindo luzes ultravioleta. Essa descoberta poderá ajudar cientistas a desenvolverem modelos computacionais sobre a dinâmica da atmosfera do Planeta Vermelho. O artigo com os dados obtidos na pesquisa foi publicado na revista Journal of Geophysical Research, Space Physics.

A equipe se surpreendeu quando identificou que a atmosfera marciana pulsava três vezes por noite, e que isso ocorria apenas durante a primavera e outono. Esses novos dados revelaram ondas nos polos de inverno do planeta, que confirmam o que a Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA) já havia coletado: este brilho realmente é mais intenso nas regiões polares. “Brilha tanto na luz ultravioleta quanto a aurora boreal da Terra”, comenta Zac Milby, membro do Laboratory for Atmospheric and Space Physics, da Universidade do Colorado. Infelizmente, o comprimento de onda desse brilho impede astronautas de observá-los futuramente no céu marciano.

Abaixo, você confere a animação produzida com as observações da MAVEN. A animação foi colorida artificialmente em verde para representar a intensidade da luz ultravioleta, e as partes mais brancas são as mais brilhantes:

"As imagens do MAVEN oferecem nossas primeiras considerações globais sobre o movimento atmosférico na zona do meio da atmosfera de Marte. Essa é uma região crítica, onde as correntes de ar levam gases para as camadas mais altas e mais baixas", diz Nick Schneider, o líder do instrumento Imaging Ultraviolet Spectrograph (IUVS), da MAVEN e principal autor do estudo. Esses ventos aceleram as reações químicas por lá e geram ácido nítrico, um gás tóxico e incolor que alimenta o brilho.

Sonal Jain, membro do LASP, explica que as principais descobertas da dinâmica atmosférica de Marte mostram a importância destes padrões de circulação, que transportam gases pelo planeta e da superfície ao limite do espaço. Para os próximos passos, a equipe pretende analisar este brilho em outras posições para compreender de forma mais precisa os ventos verticais e as mudanças de estação em Marte. Para isso, serão utilizados dados obtidos pelo IUVS.

Fonte: Canaltech

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