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Sonda da NASA fotografa cometa NEOWISE e revela suas duas caudas; veja imagens

Daniele Cavalcante
·4 minuto de leitura

O cometa C/2020 F3 NEOWISE, descoberto no final de março, surpreendeu a todos ao se tornar visível a olho nu no céu noturno do hemisfério norte. Além de ter sido fotografado por astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, ele já foi registrado pelas câmeras de diversos fotógrafos ao redor do mundo. Mas ele também é alvo de observações da NASA, e uma de suas sondas captou imagens impressionantes do NEOWISE.

Trata-se da sonda Parker Solar Probe (que estuda o Sol de pertinho), quando ela estava em posição privilegiada para obter uma visão espetacular e única do NEOWISE, no dia 5 de julho de 2020. Agora, a NASA disponibilizou a imagem, fornecendo também algumas informações sobre o cometa e suas caudas "gêmeas" que estão bem visíveis neste registro.

A foto colorida é uma imagem não processada, obtida a partir dos dados adquiridos pelo instrumento WISPR da Parker Solar Probe, na luz visível. A sensibilidade do WISPR garantiu revelar bem os detalhes da estrutura de cauda dupla do cometa.

Imagem: Johns Hopkins APL/Naval Research Lab/Parker Solar Probe/Brendan Gallagher
Imagem: Johns Hopkins APL/Naval Research Lab/Parker Solar Probe/Brendan Gallagher

No entanto, as caudas gêmeas são vistas mais nitidamente na segunda imagem, em preto e branco, que é uma imagem processada para aumentar o contraste e remover o excesso de brilho da luz do Sol.

A cauda inferior, que parece mais larga e mais difusa, é criada quando a poeira da superfície do núcleo do cometa é “soprada”. Os cientistas esperam que as imagens do WISPR sirvam para estudar o tamanho dos grãos de poeira dentro da cauda maior, bem como a taxa em que o cometa expele poeira do seu núcleo. Já a cauda menor, logo acima, é a chamada cauda de íons, que é feita de gases que são ionizados pela perda de elétrons devido à intensa radiação solar. Esses gases ionizados são também “soprados” pelo vento solar, formando a cauda que se estende diretamente para o lado oposto do Sol.

Imagem: NASA/Johns Hopkins APL/Naval Research Lab/Parker Solar Probe/Guillermo Stenborg
Imagem: NASA/Johns Hopkins APL/Naval Research Lab/Parker Solar Probe/Guillermo Stenborg

Nessas imagens, parecem haver uma divisão na cauda de íons do cometa. Isso poderia significar que o NEOWISE possui duas caudas de íons, mas os cientistas ainda não podem afirmar isso com propriedade sem antes obter mais dados e fazer novas análises.

Aproximação, órbita e visibilidade

O C/2020 F3 NEOWISE fez sua maior aproximação ao Sol (periélio) em 3 de julho de 2020 e, ao retornar para as fronteiras externas do Sistema Solar, cruzará fora da órbita da Terra em meados de agosto. Ele passará a uma distância de 103 milhões de km de distância do nosso planeta, o que será suficiente para dar aos observadores a chance de conferir detalhes sobre sua composição e estrutura.

De acordo com o pesquisador principal do telescópio espacial NEOWISE, Dr. Joseph Masiero, da NASA, o cometa deve ter cerca de 5 km de diâmetro e seu núcleo está “coberto de fuligem, partículas escuras que sobraram de sua formação perto do nascimento de nosso Sistema Solar, 4,6 bilhões de anos atrás”.

Órbita do cometa NEOWISE em projeção estereográfica (Imagem: Tom Ruen)
Órbita do cometa NEOWISE em projeção estereográfica (Imagem: Tom Ruen)

Nos próximos dias, ele será visível cerca de uma hora antes do nascer do Sol, próximo ao horizonte no céu do nordeste dos Estados Unidos e outros lugares do hemisfério norte. “Os observadores podem conseguir ver o núcleo central do cometa a olho nu no céu escuro; o uso de binóculos dará aos espectadores uma boa olhada no cometa difuso e sua cauda longa e entremeada”, disseram astrônomos da NASA.

Sua proximidade com o Sol pode oferecer alguns desafios para os observadores, por causa da alta iluminação solar. Mas, à medida que se afasta da nossa estrela, o NEOWISE começará a aparecer no céu noturno logo após o pôr do sol, em 11 de julho de 2020. Enquanto se aproxima da Terra para ir embora, pode mostrar mais detalhes de si no céu noturno.

Fonte: Canaltech

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