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Sonda Chang'e 5 pode ter encontrado evidências de água na superfície da Lua

·2 min de leitura

A sonda chinesa Chang'e 5 forneceu as primeiras evidências locais de uma possível presença de água na superfície da Lua. A descoberta corrobora com as primeiras análises das amostras de rocha lunar trazidas para a Terra pela mesma missão, segundo a equipe internacional de pesquisadores liderada pela Academia Chinesa de Ciências.

Muitos estudos e dados observacionais da Lua na última década apontaram para consideráveis evidências sobre a presença de água em sua superfície, mas, até então, nenhuma medição foi obtida a partir do próprio terreno lunar — isso aconteceu apenas remotamente, até então.

Local de pouso da missão missão chinesa Chang’e 5 (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University)
Local de pouso da missão missão chinesa Chang’e 5 (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University)

Lançada em novembro de 2020, a missão chinesa Chang’e 5 foi a primeira a nos trazer amostras da Lua desde a missão Luna 24 da União Soviética, em 1976. A sonda pousou em Oceanus Procellarum, uma região lunar geologicamente jovem.

Antes de recolher as amostras, a sonda analisou a superfície com seu espectrômetro mineralógico lunar (LMS, na sigla em inglês) para medir a chamada refletância espectral do regolito e rocha. Os dados, então, indicaram a presença de água no terreno lunar.

Analisando amostras de perto

Honglei Lin, principal autor do estudo com os dados da sonda chinesa, disse que é como uma “viagem de campo” até a Lua, sendo a primeira oportunidade de detectar água de perto e em alta resolução.

Material analisado no próprio local de pouso da missão (Imagem: Reprodução/Honglei Lin et al.)
Material analisado no próprio local de pouso da missão (Imagem: Reprodução/Honglei Lin et al.)

Para chegar a esta conclusão, Lin e sua equipe precisaram fazer alguns ajustes em um modelo de correção térmica para desconsiderar a influência do calor emitido pela própria superfície lunar e, assim, detectar apenas a água.

Segundo a análise, o solo no local de pouso contém 120 partes por milhão (ppm) de água, valor explicado pela ação dos ventos solares. No entanto, outra rocha analisada apontou para 180 ppm de água, indicando outra fonte subterrânea deste valioso elemento.

Juntando todas as peças disponíveis, a equipe acredita que a rocha pode ter sido desenterrada de uma unidade basáltica ainda mais antiga do que a região e lançada para onde a sonda Chang’e 5 a encontrou.

O resultado da pesquisa foi publicado na revista Science Advances.

Fonte: Canaltech

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