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Somente 3% da superfície da Terra permanece intacta, revela novo estudo

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Apenas uma parte muito pequena da superfície da Terra, entre 2% e 3%, pode ser considerada ecologicamente intacta, de acordo com um novo estudo publicado na revista científica Frontiers in Forests and Global Change. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, mostra uma redução brusca desta taxa, uma vez que estudos anteriores apontavam para uma média entre 20% e 40%.

Grande parte desta perda está relacionada à redução da população de espécies de animais, uma vez que houve uma queda considerável de habitats que permanecem intactos. Segundo o estudo, com uma restauração dessas localidades com foco na recuperação das espécies, a integridade ecológica da superfície da Terra pode aumentar em 20%.

Há mais de 30 anos, as áreas selvagens, aquelas que não foram modificadas pela ação humana, foram consideradas prioridade de conservação e ações de proteção, mas com o passar dos anos os esforços foram sendo reduzidos. Apenas recentemente os especialistas começaram a pressionar para reverter o problema, focando em manter os habitats intactos novamente. Em 2020, por exemplo, a Convenção sobre Diversidade Biológica, iniciativa das Nações Unidas, estipulou essa meta como de alta importância para a estrutura de biodiversidade global.

<em>Imagem: Reprodução/Wirestock/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/Wirestock/Freepik

Andrew Plumptre, da Universidade de Cambridge e principal autor do estudo, conta que a pesquisa descobriu ainda que muitas das áreas consideradas de habitat intacto estão com falta de espécies que foram caçadas pelos humanos, ou ainda que foram vítimas fatais de doenças e outras espécies invasoras. "Nós sabemos que o habitat intacto está, cada vez mais, sendo perdido", pontua Plumptre.

De acordo com o estudo, somente 11% das regiões que foram medidas estão em áreas protegidas, algumas delas sendo territórios cuidados por comunidades indígenas. Entre as regiões estão os biomas boreais e tundras no oeste da Sibéria e no norte do Canadá, partes das florestas tropicais da Amazônia e do Congo, e também o Deserto do Saara.

Mas em meio às notícias ruins, há uma esperança, como reforçam os cientistas. Os autores do estudo contam que até 20% da integridade da superfície da Terra pode ser restaurada apenas com a reintrodução de algumas espécies no pouco que há de áreas intactas, onde o impacto humano ainda é baixo.

Fonte: Canaltech

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