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Solução inteligente permite comandar dispositivos inteligentes via respiração

Cientistas da Case Western Reserve University, dos Estados Unidos, criaram um dispositivo capaz de controlar todos os aparelhos inteligentes conforme a sua respiração. O acessório se encaixa nas narinas e serve para ajudar quem possui mobilidade limitada ou incapacidade de fala.

Segundo os criadores, o protótipo ainda tem um caráter utilitário de saúde, porque envia sinais ao médico se notar que o indivíduo está com dificuldades para respirar. Ou seja, além de controlar sua casa com a cadência respiratória, o item ainda pode salvar vidas.

O acessório é maleável e mede as variações da respiração para transformar em comandos (Imagem: Reprodução/Wiley Online Library)
O acessório é maleável e mede as variações da respiração para transformar em comandos (Imagem: Reprodução/Wiley Online Library)

Além dos aparelhos em si, é possível comandar o sistema de iluminação, a energia, o sistema de refrigeração ou aquecimento e toda a segurança de uma residência — câmeras, alarme, fechaduras. Quem possui limitações motoras ou dificuldade de fala enfrenta desafios imensos para coordenar atividades como essas, o que pode colocar em risco a própria integridade física.

"Acreditamos que ter esses dois recursos — controle de tecnologia inteligente e alerta médico — em um pequeno dispositivo o torna especial", disse Changyong "Chase" Cao, professor assistente de engenharia mecânica e aeroespacial que lidera a pesquisa e o desenvolvimento do dispositivo.

Como o dispositivo funciona?

A tecnologia empregada utiliza substâncias maleáveis para detectar a variação respiratória e nanogeradores triboelétricos (TENGs, na sigla em inglês). Esses minúsculos geradores convertem energia mecânica coletada do ambiente em eletricidade para alimentar pequenos dispositivos, como sensores, ou recarregar aparelhos eletrônicos.

Na prática, o recurso permite aos cientistas converter a energia dos arredores ou da própria pessoa em eletricidade útil para o aparelho. Segundo o estudo, chuva, vento e movimentos corporais regulares, como caminhar, tocar as mãos e respirar (como neste caso específico) são transformados em energia para desencadear uma ação.

Nos testes, foi possível ligar lâmpadas, ventiladores e monitores de PC; o aparelho também alerta se a respiração for interrompida (Imagem: Reprodução/Wiley Online Library)
Nos testes, foi possível ligar lâmpadas, ventiladores e monitores de PC; o aparelho também alerta se a respiração for interrompida (Imagem: Reprodução/Wiley Online Library)

O dispositivo, chamado temporariamente de breathing-driven Human-Machine Interface system (sistema de interface homem-máquina orientado pela respiração, em tradução livre), detecta as variações na respiração para ativar ou desativar algo. Dessa forma, é possível traçar uma programação prévia para atender às necessidades mais comuns do usuário e assim comandar tudo com o ar expelido pelas narinas.

"A tecnologia inteligente é ótima, mas apenas se você realmente puder usá-la", disse Cao. “Nosso novo design permitiria que qualquer pessoa que estivesse respirando pudesse ligar e desligar dispositivos ou alterar as configurações de um termostato, por exemplo”.

Produto pronto para patente

Cao e os demais pesquisadores publicaram os resultados do estudo na revista especializada Advanced Materials Interfaces. Esse é um dos passos necessários para validação da comunidade científica, o que fortalecerá o protótipo para a aprovação da patente já solicitada.

A perspectiva de chegar ao mercado é otimista e o produto poderia estar disponível ao público entre três e cinco anos devido ao design simples e utilitário. A equipe continuará trabalhando no protótipo nos próximos meses para prepará-lo para uso prático.

Eletrodomésticos inteligentes estão cada vez mais acessíveis para a população e facilitam a rotina das pessoas. Quem possui deficiência ou limitações motoras pode tirar vantagem deste tipo de aparelho, porque podem ser comandados remotamente pelo celular, por voz ou com dispositivos especiais como este.

Fonte: Canaltech

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