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Solar Orbiter é atingida por ejeção de massa coronal antes de sobrevoar Vênus

Enquanto a sonda Solar Orbiter se preparava para sobrevoar Vênus, o Sol expeliu uma grande ejeção de massa coronal (CME), uma explosão de partículas eletricamente carregadas vindas da atmosfera superior da nossa estrela. A CME ocorreu no dia 30 de agosto em direção ao planeta, e não demorou muito para a bolha de material solar alcançar a nave. A boa notícia é que não houve danos à espaçonave, e a Solar Orbiter seguiu rumo ao sobrevoo.

Ejeções de massa coronal são erupções que liberam cerca de um bilhão de toneladas de partículas da atmosfera solar (a coroa). Elas viajam pelo Sistema Solar e podem causar auroras brilhantes no céu, mas também são capazes de afetar alguns tipos de tecnologia e causar problemas para astronautas sem a proteção adequada. Por isso, os cientistas as monitoram atentamente.

Ejeção de massa coronal que atingiu a Solar Orbiter, filmada pelo observatório Solar and Heliospheric Observatory (SOHO) (Imagem: Reprodução/ESA/NASA SOHO)
Ejeção de massa coronal que atingiu a Solar Orbiter, filmada pelo observatório Solar and Heliospheric Observatory (SOHO) (Imagem: Reprodução/ESA/NASA SOHO)

O ocorrido mostrou uma dificuldade considerável nas observações do clima espacial. Como você deve ter percebido na animação acima, uma espécie de “halo completo” aparece quando a CME acontece; o halo aparece quando as CMEs ocorrem em direção à Terra ou na direção oposta, como foi o caso deste evento. Isso mostra como é difícil determinar se as CMEs vêm em nossa direção quando observadas da nossa perspectiva, já que a emissão parece se expandir.

Como a nave foi projetada para resistir e, principalmente, para coletar medidas de emissões do tipo, ela não sofreu efeitos negativos da CME e até obteve medidas importantes dela: os dados coletados pela Solar Orbiter mostraram um aumento nas partículas solares energéticas. Por outro lado, Vênus é afetado pelas emissões, que “arrancam” gases da atmosfera do planeta.

Encontros com ejeções de massa coronal à parte, tudo correu bem e a Solar Orbiter fez sua aproximação máxima de Vênus no início do dia 4 de setembro. “A aproximação máxima aconteceu exatamente como o planejado, graças aos nossos colegas de Dinâmica de Voo e ao cuidado da Equipe de Controle de Voo”, comemorou Jose-Luis Pellon-Bailon, gerente de operações da Solar Orbiter.

Durante o sobrevoo, a Solar Orbiter ficou a 12.500 km do centro do planeta. A distância de Vênus, o ângulo de aproximação da sonda e sua velocidade foram parâmetros planejados cuidadosamente, para garantir que a nave conseguiria alterar sua órbita sem precisar gastar grandes quantidades de combustível. Quando se aproximar do Sol novamente, a Solar Orbiter estará 4,5 milhões de quilômetros mais próxima que antes.

Fonte: Canaltech

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