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Soja tem mais longa série de altas desde maio com seca nos EUA

(Bloomberg) -- A soja subiu pelo quinto dia consecutivo, sua mais longa sequência de altas em mais de dois meses, devido a preocupações de que o calor e a seca em agosto prejudiquem as plantações da oleaginosa na América do Norte.

Os preços em Chicago avançaram até 2.6% para o nível intradiário mais alto em mais de duas semanas. O milho, também vulnerável ao calor e à falta de chuva, subiu pela quarta sessão seguida.

“É o pico de desenvolvimento para grande parte da safra de soja nos EUA, portanto, qualquer pressão climática extrema provavelmente terá um impacto direto nos rendimentos”, disse Jacqueline Holland, analista da Farm Futures, em nota.

O percentual da safra de soja americana que sofre com seca, de moderada a intensa, estava em 26% nos sete dias até 26 de julho, e o do da safra de milho em 29%, de acordo com um relatório do governo.

A secura e o estresse das colheitas persistirão em partes do meio-oeste dos EUA, disse a Maxar. Temperaturas mais quentes em certas áreas na próxima semana provavelmente afetarão a polinização e o enchimento do milho, especialmente em Iowa e Missouri, disse a empresa de meteorologia.

Os futuros de milho subiram até 2.8% para o maior nível desde 18 de julho, com o clima quente nos EUA e na União Europeia arriscando reduzir os rendimentos. O trigo registrou alta de 2,9%.

Na UE, as estimativas de rendimento para milho e sementes de girassol caíram 8% em relação a junho por causa do clima quente e seco, de acordo com dados do bloco. Com a incerteza sobre os embarques de grãos e óleo de girassol da Ucrânia, as perspectivas de oferta global permanecem apertadas.

O setor de grãos “continua cético sobre as perspectivas de embarques”, disseram analistas da Ukragroconsult. Mesmo assim, esta semana “está sendo formada a primeira caravana de navios, bloqueados nos portos ucranianos há 5 meses”, disseram.

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©2022 Bloomberg L.P.

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