Mercado abrirá em 3 h 16 min
  • BOVESPA

    119.710,03
    -3.253,98 (-2,65%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.748,41
    -906,88 (-1,83%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,51
    -1,57 (-2,38%)
     
  • OURO

    1.814,20
    -8,60 (-0,47%)
     
  • BTC-USD

    49.542,73
    -7.537,88 (-13,21%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.333,22
    -230,61 (-14,75%)
     
  • S&P500

    4.063,04
    -89,06 (-2,14%)
     
  • DOW JONES

    33.587,66
    -681,50 (-1,99%)
     
  • FTSE

    6.860,83
    -143,80 (-2,05%)
     
  • HANG SENG

    27.718,67
    -512,37 (-1,81%)
     
  • NIKKEI

    27.448,01
    -699,50 (-2,49%)
     
  • NASDAQ

    12.974,00
    -24,50 (-0,19%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4178
    +0,0123 (+0,19%)
     

Do sofá, Bruno Fratus pode ter vaga para Tóquio assegurada

Carol Knoploch
·4 minuto de leitura

Único nadador brasileiro com índice olímpico, Bruno Fratus viverá uma semana de expectativa até poder, finalmente, comemorar sua terceira presença em uma edição de Olimpíada. Dos Estados Unidos, ele ficará de olho na piscina do Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, palco, a partir desta segunda-feira, da seletiva nacional para os Jogos de Tóquio, com a presença de mais de 100 atletas em busca de duas vagas em 29 provas.

Atual vice-campeão mundial dos 50m livre, Fratus atingiu, no dia 10, o índice olímpico para a prova. Com a marca de 21s80, o brasileiro foi o campeão da etapa de Mission Viejo, Califórnia, do TYR Pro Swim Series.

Fratus precisa que sua vaga na seleção brasileira seja sacramentada. Por causa da pandemia, ele não vai disputar a única seletiva olímpica do Brasil e foi autorizado a tomar o tempo nos EUA. Terá de esperar até sábado para ver se dois atletas não nadam abaixo da sua marca na Califórnia. Lá, ao lado de Michael Andrew e Caleb Dressel, ele obteve o melhor tempo nas eliminatórias, abaixo do índice olímpico (22s01).

— Não da para cantar vitória antes do apito final. Mesmo assim, esse conforto do “alívio” é algo que não faz parte da minha personalidade. O senso de urgência e vontade de trabalhar são maiores — disse Fratus ao GLOBO.

Parece difícil Bruno Fratus perder a vaga, uma vez que Pedro Spajari e Ítalo Manzine têm como melhor tempo na carreira, em piscina de 50 metros, 21s82 em 2018 e 2016, respectivamente. Marcelo Chiereghini cravou 21s84s em 2013. Recentemente, nenhum dos concorrentes nadou abaixo dos 22s.

Ganho de peso

Após ano turbulento em 2020, com piscinas fechadas e sem competições, Bruno abriu a temporada de 2021 com vitória nos 50m livres no Flórida Sectionals, nos Estados Unidos, com a marca de 22s10. Também ficou em primeiro nas eliminatórias dos 100m livre com 50s12, mas decidiu não disputar a final.

— A falta de ritmo de competição foi o que mais pesou em 2020 —resume o atleta de 82 quilos, que chegou a 90. — Ganhei peso, um pouco de gordura, mas grande parte desse peso veio por passar muito mais tempo na sala de musculação do que de costume. Era a única estrutura de treinamento disponível aqui nos Estados Unidos. Era onde eu descontava toda ansiedade e tédio.

Fratus teve um ótimo ano de 2019. Foi eleito o melhor nadador da América do Sul (pela Swammy Awards) e do Brasil (pelo COB). No ano, ganhou a segunda medalha de prata em Mundiais, em Gwangju (ficou atrás apenas de Caeleb Dressel), sagrou-se campeão pan-americano dos 50m livre pela primeira vez, além de uma série de bons resultados no Circuito Mare Nostrum e giro pela Europa.

Por isso, o cancelamento dos Jogos em 2020 foi um baque. Ainda assim, o brasileiro que se concentra em “bater a mão na parede primeiro”, e não mais em tempos, disse que não pensa em hipóteses, se teria feito boa prova em 2020 se o evento tivesse acontecido. Ele é o atleta do mundo que mais nadou na casa dos 21s (seu recorde pessoal é 21s27, de 2017).

— Não adianta nadar abaixo dos 22 segundos mais de 80 vezes. O negócio é nadar uma vez abaixo dos 21. O pódio em Tóquio estará na casa dos 20 segundos — analisa o nadador, que tem um quarto (Londres-2012) e um sexto (Rio-2016) lugares em Olimpíadas. — Acho que o adiamento dos Jogos foi a melhor decisão no momento, mas agora já temos condições de realizar um evento seguro. Os Jogos vão acontecer em 2021 e o que passou importa pouco ou nada.

Cielo fora

Além da vaga quase certa de Fratus, o Brasil está classificado nos revezamentos masculinos 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley — os melhores atletas da seletiva vão compôr as equipes. Nas provas individuais, estarão classificados os campeões e vices de cada prova, desde que obtenham o índice A estabelecido pela Federação Internacional de Natação (FINA) nas finais.

Os nadadores que comprovarem que estão com Covid-19 e não puderem participar da seletiva terão uma segunda chance em data a ser marcada.

Cesar Cielo, de 34 anos, atleta do Brasil mais premiado em Mundiais da história e dono de três medalhas olímpicas, é ausência na competição. Ele não tem índice técnico mínimo para disputá-la.

Nos dois últimos anos, ele não disputou competições no Brasil e dedicou-se mais a torneios exibição. Apesar de ter ficado fora da Rio-2016, Cielo tinha interesse em disputar mais uma Olimpíada.