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Socorrido pelo SUS, Bolsonaro não deve aumentar verba da saúde pública

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Esfaqueado durante um evento de campanha na última quinta-feira, 6, o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi tratado rapidamente na Santa Casa de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e tratado através do Sistema Único de Saúde, o SUS.

Especialistas indicam que a rapidez com que ele foi socorrido foi um dos fatores determinantes para que as consequências da facada fossem menores. O local, que enfrenta dificuldades financeiras e um prejuízo de mais de R$ 27 milhões, receberá R$ 1.090,80 pelos procedimentos. A equipe médica, por sua vez, receberá R$ 367,06.

Plano de governo

Em seu programa de governo, enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato não menciona aumentar a verba destinada ao SUS. Segundo Bolsonaro, os gastos atuais com saúde são excessivos. “É possível fazer muito mais com os atuais recursos”, afirma o candidato em seu plano de governo.

“Abandonando qualquer questão ideológica, chega-se facilmente à conclusão que a população brasileira deveria ter um atendimento melhor , tendo em vista o montante de recursos destinados à Saúde. Quando analisamos os números em termos relativos, o Brasil apresenta gastos compatíveis com a média da OCDE, grupo composto pelos países mais desenvolvidos. Mesmo quando observamos apenas os gastos do setor público, os números ainda seriam compatíveis com um nível de bem estar muito superior ao que vemos na rede pública”, explica

Os dados são do estudo “A saúde nos programas dos candidatos à Presidência da República do Brasil em 2018”, realizado pelos pesquisadores Mario Scheffer (USP), Ligia Bahia (UFRJ) e Ialê Falleiros Braga (Fiocruz). O levantamento aponta ainda a opinião de outros candidatos sobre o tema. Confira na íntegra aqui.