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'Sobrevivemos ao PT, mas não às irresponsabilidades de hoje', diz empresário que fechou loja por causa da Covid-19 no DF

Redação Notícias
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Workers stand inside a partially closed shop in the city of Buzios, a popular holiday destination in Brazil, Friday, Dec. 18, 2020. Due to the COVID-19 pandemic, this seaside town is going into full lockdown starting on Friday, tourists have been given 72 hours to leave and roadblocks will stop non-residents from entering. (AP Photo/Bruna Prado)
Na vitrine, é possível ler os dizeres, que chamam atenção, como forma de protesto às irresponsabilidades do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia (Foto: AP Photo/Bruna Prado)

O empresário André Kallagri, que tem uma loja especializada em costura no Distrito Federal, anunciou nesta quarta-feira (17) que irá fechar as portas devido à crise econômica causada pelo coronavírus. “Tem vezes que passos dias sem vender nada”, afirmou o dono ao jornal Metrópoles.

Antes de baixar as portas, porém, o estabelicimento entrou em queima de estoque. Na vitrine, é possível ler os dizeres, que chamam atenção, como forma de protesto às irresponsabilidades do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia.

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“Sobrevivemos à roubalheira do PT (Partido do Trabalhador), mas não sobrevivemos às irresponsabilidades de hoje. Sem vacinação, não há comércio”, diz frase na entrada da loja.

Ao jornal, Kallagri atribuiu à crise econômica a má gestão do presidente. Ele disse acreditar que um plano de vacinação ajudaria a retomada do comércio na cidade.

“A crise estava ruim antes, mas a incerteza a fez piorar. O comércio da quadra está completamente desassistido. Não temos plano de vacinação. O que pedimos é responsabilidade dos responsáveis pela situação”, afirmou.

Além disso, o empresário conta que a gerencia demitiu todos os funcionários, pagando-os devidamente. Mas agora, temendo uma segunda onda da doença, pretende queimar o estoque completo.

“Eu tenho clientes há vários anos. Para sobreviver, só quem tem nome na praça. Quem acabou de chegar pode não durar”, destacou.

Falta de vacinação pior que 11 assaltos

Segundo o jornal, o comércio de Kallagri sofreu 11 assaltos. Nenhum deles, porém, foi capaz de fazê-lo baixar as portas como corre o risco de fechar “pela falta de vacinação”, como ele mesmo disse ao jornal. O empresário afirmou que seguirá, sem funcionários, por mais seis meses.

O bairro Asa Sul teve 540 lojas fechadas por causa da crise econômica e da pandemia até agosto de 2020, segundo o Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista).

De acordo com a entidade, a quantidade de estabelecimentos desativados representa ao menos 2,7 mil desempregos.