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Sobem para 234 os casos de COVID-19 no Brasil; entenda o que muda

Fidel Forato

Na tradicional live nas redes sociais, hoje (16), o Ministério da Saúde atualizou o número de casos do novo coronavírus SARS-CoV-19 no país. De acordo com as últimas informações do órgão, compartilhadas pelas secretarias de saúde dos estados da federação, são atualmente 234 casos confirmados da COVID-19 no território brasileiro.

Atualmente, também são monitoradas pelo órgão 2.064 suspeitas da infecção. Já outras 1.624 foram descartadas, após resultado negativo em exames clínicos.



Além disso, três unidades da federação (São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal) já têm transmissão comunitária e local do vírus — quando não se sabe mais quem transmitiu para quem a COVID-19.

Entre os estados brasileiros, São Paulo continua com a maioria dos casos, somando 152 infecções do SARS-CoV-2, mais que o quádruplo do que a segunda região com mais registros. Isso porque em segundo e terceiro lugar estão, respectivamente, o estado do Rio de Janeiro, com 31 casos, e o Distrito Federal com 13 confirmações. Na sequência estão Santa Catarina (7), Paraná (6), Rio Grande do Sul (6); Minas Gerais (5); Goias (3); Bahia (2); Mato Grosso do Sul (2); Pernambuco (2); Alagoas (1); Amazonas (1); Espírito Santo (1); Rio Grande do Norte (1); e Sergipe (1).

Novo boletim epidemiológico

Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitir uma nova classificação do coronavírus em que a doença passa a ser considerada uma pandemia, o Ministério da Saúde emitiu um novo boletim epidemiológico — publicação técnico-científica que instrui sobre questões específicas de saúde pública — com atualizações das recomendações contra a COVID-19.

Diante de suspeita da COVID-19, Governo brasileiro atualiza em quais casos se deve procurar ajuda médica (Imagem: Reprodução/ Ministério da Saúde)

De acordo com o documento, "o número básico de reprodução do SARS-CoV-2 foi estimado em 2,74 (2,47 – 3,23), o que significa que, para cada caso, espera-se que ocorram em média de 2 a 3 casos secundários, quando introduzidos em uma população totalmente susceptível". Por isso mesmo, o Ministério da Saúde reforça tanto a importância de se reduzir o contato pessoal, da maneira que for possível.

Entre as novas medidas para lidar com a pandemia, está "considerar a possibilidade de adiar ou cancelar" eventos com aglomeração, sejam eles públicos ou privados, comerciais ou institucionais, postura essa que integra o grupo de medidas não farmacológicas. Também estão entre as recomendações gerais o isolamento de paciente sintomático, seja de forma domiciliar ou hospitalar por até 14 dias. Outra orientação é que contatos próximos a casos confirmados também sejam monitorados.

Além disso, passa a se considerar como "febre temperatura acima de 37,8°" e é essa uma condição indispensável para a busca por atendimento clínico e especializado, de acordo com a publicação. Entre as situações em que se deve coletar amostra respiratória, a febre é mais importante, inclusive, que sintomas como dificuldade respiratória.


Fonte: Canaltech

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