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Sobe para 44 número de mortes por chuvas em Minas Gerais

O Globo

Segundo boletim da Defesa Civil das 18h deste domingo (26/01), 19 pessoas seguem desaparecidas, 12 ficaram feridas, 3.354 estão desabrigadas e 13.887, desalojadas Até o fim da tarde deste domingo (26), a Defesa Civil de Minas Gerais contabilizou 44 mortes em decorrência das chuvas no Estado. O número, referente aos óbitos registrados entre os dias 24 e 26 de janeiro, foi atualizado em um boletim divulgado às 18h. O governo decretou situação de emergência em 99 cidades por causa dos estragos provocados pelo temporal. Segundo o órgão,

Bombeiros trabalham em resgate de vítimas no Jardim Alvorada em Belo Horizonte

Divulgação/Defesa Civil de MG

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Entre os mortos no Estado estão um bebê, uma criança de seis anos e uma mulher, vítimas do desabamento de um barranco sobre uma casa em Ibirité, na região metropolitana. As vítimas são mãe e filhos. O corpo da mãe foi encontrado abraçado ao do bebê. Em Betim, deslizamentos provocaram a morte de mais quatro pessoas no bairro Duque de Caxias e de outras duas no bairro Jardim Teresópolis.

Segundo a Polícia Militar, dois irmãos, uma bebê de 1 ano e 6 meses e um garoto de 7 anos, morreram depois que um deslizamento de terra atingiu a casa deles, em Alto Jequitibá, na região da Zona da Mata. Eles foram arrastados até um rio, próximo à casa destruída. O irmão deles está internado em estado grave. A chuva deu uma trégua na manhã de domingo, mas ainda há riscos de temporais à tarde. A Defesa Civil alertou que moradores fiquem alertas. “Se vir alguma modificação, trinca, movimentação de terra, saia (de suas casas), mas principalmente se algum órgão solicitar a sua saída não retorne ao local até que receba a comunicação desses órgãos de que é seguro voltar”, alerta a Prefeitura de Belo Horizonte. Como o solo está encharcado, os riscos de deslizamentos de encostas são grandes.

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo, em Nova Délhi (Índia), que está acompanhando a destruição causada pelas chuvas em Minas Gerais. Segundo Bolsonaro, a extensão da área atingida dificulta a ajuda às vítimas. “Mandei um recado para o [vice-presidente, Hamilton] Mourão hoje, está tomando providências, as Forças Armadas estão agindo em Minas Gerais, na região mais ao sul, estamos agindo também no Espírito Santo, fazendo o possível”, afirmou. “Agora é uma área muito grande que foi atingida, é difícil você atender a todos, mas estamos fazendo o possível. E para as Forças Armadas não têm sábado, domingo nem feriado. Estamos trabalhando.”