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Sobe para 28 número de mortos em operação policial no Jacarezinho

·4 minuto de leitura
Familiares de vítimas seguram velas em protesto contra violência policial no Jacarezinho

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou nesta sexta-feira mais três mortes em decorrência da operação deflagrada na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, na véspera, elevando para 28 o total de óbitos na ação mais letal já deflagrada pelas forças de segurança na cidade

Os corpos das três vítimas foram retirados da comunidade nesta sexta e, segundo a polícia, também seriam de homens com ligação com o crime organizado na favela, assim como outras 24 vítimas fatais da operação. Um policial também morreu durante a operação. 

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"A inteligência confirmou todos os mortos como traficantes. Eles atiravam para guardar posição, para matar. Tinham ordem para confrontar", afirmou o chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski, a jornalistas. 

Moradores protestaram na comunidade nesta sexta-feira e rejeitaram a versão da polícia de que todos os mortos eram envolvidos com o crime. 

 "Houve gente que já estava rendida, pediu para se entregar e foi morta... teve policial que matou na rua, na frente de crianças e idosos", disse uma moradora, que não quis se identificar. 

 A Defensoria Pública e o Ministério Público do Rio de Janeiro abriram uma investigação sobre a atuação da polícia na ação no Jacarezinho. 

Blood covers the floor and a bed inside a home during a police operation targeting drug traffickers in the Jacarezinho favela of Rio de Janeiro, Brazil, Thursday, May 6, 2021. At least 25 people died including one police officer and 24 suspects, according to the press office of Rio's civil police. (AP Photo/Silvia Izquierdo)
Sangue cobre o chão e uma cama dentro de uma casa durante uma operação policial contra traficantes de drogas na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, Brasil, quinta-feira, 6 de maio de 2021. Pelo menos 25 pessoas morreram, incluindo um policial e 24 suspeitos, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio. (AP Photo / Silvia Izquierdo)

 "Operações de enfrentamento ao crime organizado são necessárias, mas devem ser feitas com inteligência e planejamento. Salientamos que o norte permanente da atuação das forças de segurança deve ser a preservação de vidas, inclusive a dos próprios policiais", afirmou o MP em nota. 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu nesta sexta-feira esclarecimentos ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), e a outras autoridades estaduais sobre as circunstâncias da operação. 

Em ofícios, Aras determinou que as autoridades prestem informações em cinco dias úteis a respeito da ação policial e alertou para o fato de que pode haver responsabilização se ficar comprovado que houve descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limita a realização de incursões policiais em comunidades do RJ enquanto durar a situação de calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19. 

Em pronunciamento, o governador afirmou que conversou com Aras e com o ministro Edson Fachin, do STF, e determinou total transparência ao processo de apuração das circunstâncias da operação, mas ressaltou que "a reação dos bandidos foi a mais brutal já registrada em todos os tempos, com armas de guerra para repelir a ação do Estado". 

"Em nenhum lugar do mundo a polícia é recebida com fuzis e granadas quando vai cumprir seu papel", afirmou. "Tenham certeza que o governo do Estado é o maior interessado em apurar as circunstâncias dos fatos", acrescentou. 

ONU pede investigação

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do escritório de Direitos Humanos, pediu que seja feita uma investigação independente sobre a operação.

Rupert Colville, porta-voz dos Diretos Humanos da ONU, classificou que há um histórico de uso “desproporcional e desnecessário” da força por parte da polícia. “Pedimos que o promotor conduza uma investigação independente e completa do caso de acordo com os padrões internacionais”, disse Colville durante entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.

“A força só deve ser usada como último recurso e a polícia não tomou medidas para preservar as evidências na cena do crime”, declarou o porta-voz da ONU.

Poças de sangue nas ruas

Entidades como a Defensoria Pública, a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj foram até o Jacarezinho para ouvir os moradores.

“O primeiro choque inicial foi a quantidade de sangue nas ruas”, relatou a defensora pública Maria Júlia Miranda. “Eram muitas poças. Relatos de violação de domicílio e de mortes neles. Muitos muros cravejados de bala, muitas portas cravejadas de bala.”

Policial morto

Entre os 25 mortos, 24 eram civis e um era policial, André Leonardo de Mello, que teria levado um tiro na cabeça. Em post no Facebook, a Secretaria de Polícia Civil afirmou que Frias "honrou a profissão que amava e deixará saudade".

por Rodrigo Viga Gaier, da Reuters

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