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Sob pressão, Eni fixa metas climáticas mais ambiciosas

Amanda Jordan

(Bloomberg) -- A Eni projeta que sua produção de petróleo e gás atingirá o pico dentro de seis anos e anunciou um plano climático mais ambicioso, seguindo concorrentes do setor no compromisso de se comprometer a compensar as emissões dos combustíveis que produz e vende.

A gigante italiana da energia estima que a produção atingirá um pico em 2025 e almeja um corte de 80% nas emissões líquidas até 2050, afirmou a empresa na sexta-feira. Esse compromisso ilustra a crescente pressão sobre petroleiras para agirem sobre as mudanças climáticas, não apenas de ativistas ambientais, mas também de um número crescente de grandes investidores.

“O mercado está mudando, nossos clientes estão mudando”, disse o CEO Claudio Descalzi em teleconferência. “Estamos realmente construindo uma nova Eni.”

O plano da empresa eleva uma meta anterior de zerar as emissões líquidas de suas próprias operações de exploração e produção até 2030. A nova estratégia refere-se às chamadas emissões de escopo 1, 2 e 3, cobrindo “todo o ciclo de vida dos produtos de energia vendidos e uma redução de 55% na intensidade de emissões em comparação a 2018”, afirmou a Eni, com sede em Roma, em comunicado.

A série de promessas climáticas das maiores petrolíferas da Europa representa um grande passo para uma indústria que produz a maior parte dos gases que provocam o aquecimento do planeta. No início deste mês, a BP surpreendeu investidores com a promessa de eliminar as emissões de suas operações até 2050. Também prometeu reduzir pela metade a intensidade de carbono do combustível que vende, mas que não produz. Royal Dutch Shell e Repsol também divulgaram novas metas de emissões.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórter da matéria original: Amanda Jordan em Londres, ajordan11@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: James Herron, jherron9@bloomberg.net, Amanda Jordan, Rakteem Katakey

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