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Lula não pediu e não pedirá que Haddad se candidate a prefeito de São Paulo, dizem fontes

Adriano Machado/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula não pediu e não pedirá ao ex-prefeito Fernando Haddad (PT) que dispute a Prefeitura de São Paulo no ano que vem.

  • "O risco não é apenas para Haddad. A derrota de um nome próximo, como o dele, também significaria uma derrota para Lula", diz uma fonte próxima.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pediu e não pedirá ao ex-prefeito Fernando Haddad (PT) que dispute a Prefeitura de São Paulo no ano que vem. A informação foi divulgada pelo jornalista Leonardo Sakamoto, do portal UOL, a partir de fontes próximas ao ex-presidente.

Segundo Sakamoto, tanto Lula quanto Haddad teriam concordado que o fórum de atuação do ex-prefeito deve ser na esfera nacional.

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"Há uma grande dificuldade em construir nomes nacionais. Na última eleição, ele se tornou um desses nomes. Por mais importante que seja a eleição em São Paulo, não faz sentido algum", disse uma fonte próxima ao ex-presidente. "O risco não é apenas para Haddad. A derrota de um nome próximo, como o dele, também significaria uma derrota para Lula", comentou outra fonte.

Mesmo outros nomes fortes do partido na maioria dos outros Estados compartilhariam essa avaliação.

O partido de Lula tem outros nomes que poderiam concorrer na capital paulista, como Alexandre Padilha, Eduardo Suplicy, Jilmar Tatto e Paulo Teixeira.

Segundo o jornalista, Lula segue vendo com bons olhos o retorno da ex-prefeita Marta Suplicy para o PT ou alguma sigla aliada, com foco em uma composição de chapa para as eleições municipais do ano que vem. Há resistência ao nome da ex-prefeita dentro do partido, no entanto, por conta do endosso dela ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Uma outra fonte consultada pelo jornalista do UOL complementa: a pressão para que Haddad se candidate em São Paulo em 2020 partiria de grupos que querem vê-lo fora do cenário nacional, com foco em 2022. O enfraquecimento em caso de derrota no plano municipal seria decisivo para limar o professor na sucessão presidencial.