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Snapdragon 8 Gen 3 pode ter produção dividida entre TSMC e Samsung

Novos rumores sugerem que a Qualcomm pode dividir a produção do Snapdragon 8 Gen 3, chipset premium da gigante para 2024, entre TSMC e Samsung. É esperado que a plataforma utilize os processos de fabricação de 3 nm das duas fundições, mas, ao que parece, a companhia de Taiwan teria prioridade, graças a uma maturidade e rendimento mais alto dos discos de silício.

Segundo as informações, o próximo Snapdragon 8 deve continuar a parceria com a TSMC, adotando o recém-lançado processo N3 de 3 nm da companhia. Fontes da indústria indicam que a tecnologia apresenta um nível de rendimento surpreendente, de quase 80% — na prática, isso significa que a cada 10 chips produzidos, 8 estão em perfeitas condições. O valor é extremamente alto para a indústria, e se aproxima de litografias reconhecidamente maduras e de bom rendimento, como a de 28 nm.

Ao que tudo indica, isso é resultado do uso de um tipo mais antigo de transistor, o FinFET, amplamente adotado pelas fabricantes de chips atualmente. Com isso em mente, a Qualcomm seguiria uma estratégia diferente para a nova geração: encaminhar parte da produção do Snapdragon 8 Gen 3 para a Samsung, outra parceira de longa data. A gigante sul-coreana possui, em teoria, um processo de fabricação de 3 nm mais avançado, por empregar um transistor inédito: o GAAFET.

O rendimento surpreendentemente alto da litografia de 3 nm da TSMC teria atraído a atenção da Qualcomm, que deve dividir a produção do Snapdragon 8 Gen 3 entre a taiwanesa e a Samsung (Imagem: Divulgação/TSMC)
O rendimento surpreendentemente alto da litografia de 3 nm da TSMC teria atraído a atenção da Qualcomm, que deve dividir a produção do Snapdragon 8 Gen 3 entre a taiwanesa e a Samsung (Imagem: Divulgação/TSMC)

De maneira bastante resumida, o GAAFET se diferencia por ter contato com os portões de comunicação do processador em todos os lados (de onde vem o prefixo GAA, de Gate All-Around), também podendo ter as dimensões modificadas para proporcionar mais desempenho ou melhor eficiência energética, dependendo do projeto do chip que o está utilizando.

Apesar da tecnologia promissora, a Samsung estaria pagando um preço alto pelo pioneirismo — fontes da indústria apontam que a companhia estaria atingindo rendimento de menos de 20% (a cada 10 chips, apenas 2 estão em boas condições), o que a levou a fechar uma parceria com a norte-americana Silicon Frontline Technology para tentar melhorar esse cenário. Ainda não se sabe se o acordo trouxe resultados, mas a gigante teria pouco menos de um ano para ajustar a situação, caso realmente queira uma fatia da próxima geração do Snapdragon.

Com o uso de transistores GAAFET, o processo de 3 nm da Samsung é mais avançado (ao menos no papel), mas estaria com rendimento baixíssimo no momento (Imagem: Divulgação/Samsung)
Com o uso de transistores GAAFET, o processo de 3 nm da Samsung é mais avançado (ao menos no papel), mas estaria com rendimento baixíssimo no momento (Imagem: Divulgação/Samsung)

Mesmo assim, o rumor sugere que a Qualcomm deve priorizar a TSMC, deixando apenas uma pequena parcela da produção com a Samsung, caso a divisão venha mesmo a acontecer. O principal motivo é a relação do preço altíssimo de fabricação das litografias mais novas e o baixo rendimento: com menos chips funcionais produzidos, o preço da unidade subiria demais, afetando não apenas as fabricantes de celulares, como também os próprios consumidores, que teriam o repasse do valor elevado.

Ainda sem qualquer informação sobre quais tecnologias embarcaria, o Snapdragon 8 Gen 3 deverá equipar os principais smartphones Android topo de linha de 2024, sendo apresentado apenas no final de 2023, caso a Qualcomm mantenha a janela de lançamentos das gerações anteriores.

Fonte: Canaltech

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