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Snapchat confirma que vai checar fatos em todos os anúncios políticos

Rafael Arbulu

Evan Spiegel, CEO do Snapchat, confirmou em entrevista concedida à CNBC nesta segunda-feira (18) que a rede social de onde nasceram os Stories vai promover a checagem de fatos em anúncios e publicidades de cunho político. A informação vem como um ataque velado ao Facebook, que anunciou suas práticas nesse contexto recentemente e desagradou muita gente.

Spiegel disse que as publicidades voltadas à política no Snapchat estão sujeitas a avaliação, englobando não apenas candidatos, mas partidos e até grupos de atuação em favor a essa ou aquela figura, bem como temas de interesse governamental, incluindo as eleições. O executivo ainda disse que, “ao contrário de outras redes”, comunicações que tenham o objetivo de desinformar ou propagar mentiras são terminantemente banidas da plataforma:

“Nós submetemos todas as publicidades para revisão, e isso inclui aquelas voltadas à política. Eu acho que o que tentamos de fazer é criar um ponto para anúncios políticos em nossa plataforma, especialmente porque nós atingimos um público muito jovem, aqueles que irão votar pela primeira vez, e queremos engajá-los a participar da conversa política, mas nós não permitimos que desinformação apareça nessas publicidades”.

Evan Spiegel, co-fundador e CEO do Snapchat: empresa anunciou que vetará qualquer anúncio político com desinformação ou  fake news de sua plataforma (Foto: David Paul Morris/Bloomberg/Getty Images)

Segundo Spiegel, o Snapchat possui um processo de revisão mais humano, contemplado por um time específico dentro da empresa. Outras redes, talvez devido ao volume de material publicado, utilizam uma mistura de capital humano e algoritmos de inteligência artificial. O CEO disse que apenas “um número muito pequeno” de anúncios foi vetado por essa justificativa.

A prática do Snapchat é a última em uma recente corrente de anúncios feitos pelas principais empresas do ramo de redes sociais no que tange à publicidade política. O Facebook havia anunciado que, em nome do direito à liberdade de expressão, não removeria anúncios políticos contendo desinformação, embora a rede de Mark Zuckerberg tenha deixado claro que marcará tais veiculações como conteúdo desmentido. A medida foi duramente criticada por entidades políticas nos EUA. Ao mesmo tempo, Twitter e TikTok anunciaram que anúncios contendo fake news serão terminantemente banidos de suas plataformas. Já o Google, ainda não se manifestou.

Os Estados Unidos terão novas eleições presidenciais em 2020. Donald Trump, atual presidente, já sinalizou o desejo de se reeleger pelo Partido Republicano, ao passo que o Partido Democrata ainda precisa passar pelas primárias internas para definir um candidato. Hillary Clinton, que perdeu para Trump em 2016, e Bernie Sanders são os nomes mais à frente.

Fonte: Canaltech

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