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Smartfit é notificada pelo Procon por dificultar cancelamento de matrícula

Alexandre Melo

Órgão de defesa do consumidor ter recebido 838 reclamações relatando dificuldades para cancelar os contratos durante o período de pandemia A rede de academias Smartfit, que reúne também as marcas Bio Ritmo, O2 e Microgyms, foi notificada ontem pelo Procon-SP após o órgão de defesa do consumidor ter recebido 838 reclamações relatando dificuldades para cancelar os contratos durante o período de pandemia.

Em nota, a entidade informou que somente nos três primeiros dias do mês foram registradas 400 queixas, a maioria relacionada ao cancelamento das matrículas e a continuidade das cobranças, sem devolução dos valores pagos, mesmo sem a prestação dos serviços.

A Smartfit deverá informar ao Procon-SP se todas as unidades encontram-se fechadas e se há algum serviço disponibilizado remotamente. Também deverá justificar a política de cancelamento, suspensão ou reagendamento dos serviços contratados.

O prazo para a empresa responder à notificação será de 72 horas contadas a partir de hoje. Procurada, a empresa não se manifestou até a publicação desta nota.

Em entrevistas anteriores ao Valor, o empresário Edgard Corona disse que o período em que as academias estão fechadas será convertido em prazo adicional no contrato dos clientes.

A Smartfit terminou o primeiro trimestre com 850 unidades em 11 países, sendo 501 delas no Brasil. O total de clientes no período foi de 2,815 milhões, dos quais 1,6 milhão estão no território nacional.

Entre janeiro e março, o grupo acumulou prejuízo de R$ 9,69 milhões, cifra quase sete vezes maior quando comparado com o R$ 1,42 milhões registrado no mesmo intervalo de 2019. O resultado foi afetado por alta de 26% no prejuízo financeiro, a R$ 106,7 milhões e pela perda de R$ 26,7 milhões em imposto de renda e contribuição social sobre o lucro, item que havia sido de R$ 2,2 milhões no mesmo período do ano anterior.

O dono da Smartfit foi apontado como financiador do esquema de propagação de notícias falsas em investigação aberta por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Corona, assim como outros empresários, teve o sigilo fiscal e bancário quebrados.

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