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Slow Beauty: como colocar o pé no freio e entender o que a pele realmente precisa

Two Female Teenagers Lying in Bed Wearing Eye Masks

Por Carmem Vicente

Começa a rotina de skin care: um creme para esfoliar, outra para tonificar, mais um para hidratar, uma máscara facial, um para área dos olhos, para as olheiras, para firmar, um anti-idade... mas será que tantos produtos assim são realmente necessários para a pele?

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Para o Slow Beauty, a resposta é não. Esse conceito de tratamento de beleza, que em português quer dizer “beleza lenta”, aposta justamente no oposto: colocar o pé no freio e entender o que a pele realmente precisa, usando só o necessário, da forma mais natural possível.

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A dermatologista Cibele Tamietti, da clínica Leger, no Rio, é uma adepta do menos é mais quando se trata de produtos para a pele. “É importante consumir com consciência. Tem paciente que quer um creme para cada parte do corpo ou rosto e, muitas vezes, isso não é necessário. O excesso de produtos pode causar irritações na pele. Nada em excesso é saudável”, afirma ela. 

Entenda um pouco mais sobre essa filosofia para adotar um tratamento de pele mais natural e comedido.

Primeiro passo do Slow Beauty: entender o que a sua pele realmente precisa. 

“É importante fazer uma avaliação com o dermatologista para identificar seu tipo de pele e as reais necessidades dela. Não é saudável ficar testando vários produtos da farmácia ou indicados por amigas ou mídias, já que cada pele é única. Devemos ter em mente que menos é mais e que é possível sim se cuidar sem exageros, consumir de forma mais equilibrada e consciente e buscar produtos com uma responsabilidade ambiental”, opina Cibele.

Dentro da filosofia do Slow Beauty, além de menos produtos, produtos orgânicos e veganos são priorizados. 

“Quando um cosmético é orgânico, ele precisa seguir uma série de requisitos, entre eles, ser ecologicamente sustentável e não ser testado em animais. Além disso, ele precisa ter ingredientes naturais provenientes de uma produção orgânica, livre de agrotóxicos, de organismos geneticamente modificados ou de adubos sintéticos. Esse tipo de cosmético evita substâncias potencialmente alergênicas e nocivas, comuns nos cosméticos convencionais, como álcool e parabenos”, explica Cibele. 

Mas vale lembrar que, mesmo assim, os produtos veganos, orgânicos, naturais também são um mercado e para adotar outro estilo de consumo e tratamento, não vale simplesmente fazer uma limpa na sua prateleira e trocar todos os seus cosméticos convencionais por outros naturais.

“A área da beleza e a mídia nos induzem ao uso excessivo de muitos tipos de creme, mas nem todos os produtos naturais são benéficos, assim como nem todos industrializados são vilões. Não adianta simplesmente querer trocar todos os produtos industrializados pelos veganos e orgânicos. Não é porque é vegano que pode ser usado em todo e qualquer tipo de pele. Por isso, a importância de conhecer a sua pele e suas características para buscar o produto adequado dentro dessa filosofia Slow Beauty”, diz ela.

Inclusive, fazer algumas misturas naturais por conta própria pode até ser perigoso. Então fica o alerta!  

Nem sempre dá pra apostar no totalmente natural como a melhor opção. A natureza também precisa de cautela quando utilizada a favor da beleza. 

“Dá para fazer boas receitinhas caseiras, mas elas nem sempre são inofensivas para a saúde da pele. Algumas plantas como, por exemplo, a aroeira e os crisântemos podem dar dermatite de contato. A exposição de algumas substâncias, como frutas cítricas, alimentos de cor verde (que contém o bergapteno) e algumas ervas (como por exemplo arruda, aipo, salsinha e coentro), associadas à exposição solar podem dar fitofotodermatose (manchas e até queimaduras) na pele. Além disso, a mistura de substâncias quando realizada de forma inadequada com produtos incompatíveis entre si pode dar reações inesperadas”, diz ela.

Confira abaixo algumas receitas seguras, dicas da especialista, para cabelo e pele, direto do supermercado mais próximo

Rotina slow beauty (Foto: Marina Andrade/Arte Yahoo Brasil)