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EUA exportará vacinas AstraZeneca e Índia sofre com aumento desenfreado da pandemia

Pelas redações da AFP no mundo
·5 minuto de leitura

Os Estados Unidos e o Reino Unido prometeram nesta segunda-feira (26) ajuda à Índia, onde a situação da pandemia é "mais do que desesperante", segundo a OMS, enquanto a Itália suspendeu algumas restrições e Washington anunciou que enviará doses da vacina AstraZeneca para outros países.

Em todo o mundo, onde mais de 1 bilhão de doses já foram aplicadas, as campanhas de vacinação tentam frear a pandemia de covid-19, mas sua lentidão soma-se à propagação rápida do vírus e à aparição de variantes responsáveis por surtos mais contagiosos.

Com uma população de 1,3 bilhão, a Índia, que nesta segunda-feira registrou um recorde mundial de 352.991 pessoas infectadas em um único dia e um recorde nacional de 2.812 mortos, mergulhou no caos em questão de dias em função da variante local.

Em Nova Délhi, testemunhas descrevem corredores de hospital lotados de macas, e os familiares exigem, em vão, oxigênio ou a internação de seus parentes infectados. Alguns morrem na porta do hospital.

A região metropolitana da cidade ficará confinada por mais uma semana.

Com mais de 192.000 mortes, a Índia é o quarto país em número de óbitos, atrás dos Estados Unidos (572.200), Brasil (390.797) e México (214.947). No total, mais de 3,1 milhões de pessoas perderam a vida no mundo desde dezembro de 2019.

A situação na Índia é "mais do que desesperante", declarou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira.

"A OMS está fazendo tudo o que pode, fornecendo suprimentos e equipamentos essenciais, especialmente milhares de tanques de oxigênio, hospitais de campanha móveis pré-fabricados e suprimentos de laboratório", garantiu.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, "apoio incondicional". O país enviará componentes para a produção de vacinas e equipamentos médicos.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, garantiu que o Reino Unido fará "tudo que puder". O primeiro de nove voos britânicos de suprimentos médicos deve pousar na Índia na manhã desta terça-feira.

A União Europeia, preocupada com a detecção da variante indiana do vírus na Bélgica, Suíça e Grécia, prometeu "ajuda" ao país. O mesmo fez o vizinho e rival da Índia, o Paquistão, que ofereceu equipamentos médicos.

França, Alemanha e Canadá também prometeram apoio.

- Ações judiciais contra a AstraZeneca -

Em relação às vacinas, a UE anunciou nesta segunda-feira que estava entrando com uma ação legal contra a AstraZeneca, que acusa de ter violado os compromissos de entrega de seu imunizante. Um procedimento que o laboratório anglo-sueco considera "infundado".

A AstraZeneca entregou 30 milhões das 120 milhões de doses acordadas com o bloco europeu durante o primeiro trimestre do ano. No segundo trimestre, o laboratório espera entregar 70 milhões dos 180 milhões de doses inicialmente previstas.

Já os Estados Unidos vão fornecer a outros países 60 milhões de doses da AstraZeneca, anunciou nesta segunda-feira a Casa Branca, que vem sendo criticada por se recusar a exportar a vacina, que ainda não foi aprovada no país.

Neste fim de semana, a marca de um bilhão de doses da vacina anticovid administrada em 207 países ou territórios foi ultrapassada, de acordo com uma contagem da AFP.

O laboratório francês Sanofi vai produzir nos Estados Unidos até 200 milhões de doses da vacina americana moderna "para satisfazer a demanda mundial".

Mas ainda há preocupação em muitos países.

A Tailândia registra um total de 57.500 casos de coronavírus, contra 29.000 no início de abril. Em um momento em que novas restrições são postas em prática no país, o primeiro-ministro foi multado por não usar máscara.

O Irã, o país do Oriente Médio mais atingido pela pandemia, ultrapassou a marca de 70.000 mortes.

- Um pouco de ar fresco -

No entanto, diante de uma opinião pública cada vez mais relutante com as medidas que restringem sua liberdade de movimentos e atividades, alguns governos optam por flexibilizar as regras com cautela, no momento em que a situação sanitária mostra alguma melhora.

A Itália reabriu nesta segunda-feira as áreas externas de bares e restaurantes, assim como as salas de espetáculos, apesar do toque de recolher noturno a partir das 22h00 continuar em vigor.

"Finalmente!", afirmou Daniele Vespa, garçom de 26 anos do restaurante Baccano, perto da turística Fontana di Trevi de Roma, quase vazia no último ano, resumindo o sentimento de um dos setores mais afetados.

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, reconheceu que está assumindo um "risco calculado", enquanto o país continua registrando a média de mais de 300 mortes diárias, embora os contágios e as hospitalizações tenham diminuído.

Draghi apresentou nesta segunda-feira ao Parlamento os detalhes de seu plano de recuperação econômico financiado pela UE.

Paris e Berlim também apresentarão de maneira conjunta seus respetivos planos nacionais de recuperação à imprensa nesta terça.

Na França, onde o vírus continua circulando ativamente com um número de pessoas na UTI maior que o da segunda onda, as crianças da educação infantil e ensino fundamental voltaram às aulas após três semanas de fechamento das escolas.

Na Espanha, as festas de São Firmino, em Pamplona, que em julho atraem turistas de todo o mundo, foram canceladas pelo segundo ano consecutivo.

O Chile decidiu manter suas fronteiras fechadas pelo segundo mês consecutivo para evitar o contágio vindo do exterior.

O vírus matou pelo menos 3.113.365 milhões de pessoas em todo o mundo desde que o escritório da OMS na China relatou um primeiro surto no final de dezembro de 2019, de acordo com o balanço compilado pela AFP a partir de fontes oficiais na segunda-feira.

bur-blb/tjc/zm/aa/am