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Por segurança em viagens, brasileira cria "Airbnb" para mulheres

SisterWave cria 'Airbnb' com mais segurança para mulheres

Por Melissa Santos

Fã de viagem, Jussara Pellicano já empreendia desde cedo com seu próprio estúdio de design com uma sócia. Mas uma nova oportunidade de negócio surgiu por conta de um hobby! Ela sempre gostou de viajar sozinha e precisou traçar roteiro e programação das acomodações onde iria se hospedar.

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"Viajei para mais de 17 países e já experimentei de hostel até aluguel de casas e quarto. No meu último mochilão, passei três meses em hospedagens colaborativas. E foi trocando experiências com outras mulheres que percebi o quanto elas tinham insegurança e o medo de assédio", conta.

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Quando retornou da viagem, Jussara já tinha em mente que queria criar uma rede para mulheres e se juntou com mais dois sócios para desenvolver a startup SisterWave, que oferece hospedagem colaborativa e apoio mútuo ao público feminino.

"É uma rede feita para mulheres criarem novas formas de conexões, buscando sanar os medos e oferecer inspiração e acolhimento para que cada vez as mulheres viajem mais e mais sozinhas", diz Pellicano.

A plataforma, que está entre as 10 premiadas pelo Facebook pela inovação, teve início em dezembro de 2018 e lá as viajantes podem buscar por anfitriãs de diversas cidades e Estados do Brasil para trocar experiências e dicas de roteiros.

Para isso, é preciso se cadastrar como uma "sister" e, caso tenha interesse, pedir para ser anfitriã. Após o primeiro cadastro, que comprova a identidade, é preciso responder perguntar como se tem bichos em casa, se há homem na residência, crianças e se o local tem acessibilidade.

Na sequência, é necessário publicar as fotos do imóvel e definir um preço com base na localização e espaço da residência. No processo de escolha, é possível disponibilizar um sofá-cama, quarto privativo ou suíte. O site conta com sugestões de valores para cada tipo de hospedagem, além das regras de cada casa.

“Na rede só pode entrar mulheres e um dos diferenciais é que a dona deve estar na casa, até para promover essa troca de experiências e apoio entre as mulheres. Além disso, se a anfitriã mora com o marido, por exemplo, isso deve estar sinalizado em seu perfil”, explica.

Os feedbacks, segundo Pellicano, são extremamente positivos. “As pessoas relatam que se sentem na casa de amigas e a gente promove na ferramenta um chat para já traçar uma comunicação inicial! Eu mesma estou sempre usando o serviço”, conta.

O SisterWave já está presente em mais de 80 cidades (nas cinco regiões do Brasil) e conta com mais de 200 anfitriãs. “Desde o início nosso plano é internacionalizar a plataforma, pois vemos esses obstáculos para que as mulheres viajem ao redor do mundo. E nós queremos estimular que elas se sintam mais confiantes para viajarem sozinhas.”