Mercado fechará em 6 hs
  • BOVESPA

    110.140,64
    -1.932,91 (-1,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.874,91
    -1.144,00 (-2,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,00
    +0,12 (+0,16%)
     
  • OURO

    1.930,30
    -0,50 (-0,03%)
     
  • BTC-USD

    23.533,45
    -275,95 (-1,16%)
     
  • CMC Crypto 200

    537,57
    -7,74 (-1,42%)
     
  • S&P500

    4.179,76
    +60,55 (+1,47%)
     
  • DOW JONES

    34.053,94
    -39,02 (-0,11%)
     
  • FTSE

    7.850,22
    +30,06 (+0,38%)
     
  • HANG SENG

    21.660,47
    -297,89 (-1,36%)
     
  • NIKKEI

    27.509,46
    +107,41 (+0,39%)
     
  • NASDAQ

    12.721,00
    -125,75 (-0,98%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5447
    +0,0550 (+1,00%)
     

Sistema a laser promete direcionar raios a pontos desejados durante tempestades

Engenheiros do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, da Universidade de Genebra, na Suíça, e da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa de Singapura desenvolveram um dispositivo capaz de direcionar relâmpagos utilizando feixes de luz.

Segundo os pesquisadores, esse é o primeiro para-raios a laser do mundo (LLR, na sigla em inglês) que consegue guiar um raio até um ponto predeterminado, independentemente das condições climáticas ao seu redor e com um nível de precisão muito superior aos equipamentos convencionais.

“O bastão Franklin, como é conhecido o para-raios comum, é um mastro condutor que aponta para cima. Ele normalmente cria um caminho de baixa resistência para cargas elétricas em um raio igual à sua própria altura. Embora esse caminho às vezes leve o raio à haste em vez do solo, o raio nem sempre segue essa direção, limitando a eficácia de um para-raios usado atualmente”, explica o professor óptica Aurélien Houard, coautor do estudo.

Para-raios a laser

O dispositivo desenvolvido pelos pesquisadores é instalado no topo de um para-raios comum para criar canais de ar ionizado. Quando o LLR emite pulsos de laser de alta potência, filamentos intensos de luz se formam dentro do feixe, ionizando as moléculas de nitrogênio e oxigênio do ar.

Esquema de funcionamento do para-raios a laser (Imagem: Reprodução/Nature Photonics)
Esquema de funcionamento do para-raios a laser (Imagem: Reprodução/Nature Photonics)

Segundo os cientistas, essas moléculas altamente ionizadas pelo feixe de luz laser liberam elétrons em movimento livre, criando um espaço eletricamente condutivo para que o raio trafegue em segurança até atingir a haste de metal e, consequentemente, se dissipar no solo.

“Para testar nosso protótipo, nós instalamos um LLR no topo de um para-raios de 124 metros pertencente à Swisscom, uma empresa europeia de telecomunicações. Nós queríamos entender como o equipamento se comportaria em um ambiente real, longe do laboratório”, acrescenta Houard.

“Guia” de raios

O experimento foi realizado durante tempestades que ocorreram entre junho e setembro de 2021. Os resultados mostraram que o uso do feixe de laser conseguiu estender a proteção de um para-raios convencional em mais de 60 metros, quase 50% de sua capacidade original.

Laser "guiando" o raio até a haste de metal (Imagem: Reprodução/Nature Photonics)
Laser "guiando" o raio até a haste de metal (Imagem: Reprodução/Nature Photonics)

Outra vantagem do novo sistema é que o LLR funciona adequadamente em condições climáticas adversas, como em nevoeiros densos ou no meio de rajadas de vento mais intensas, aumentando o nível de proteção dos para-raios durante uma tempestade.

“Esse é o primeiro protótipo bem-sucedido de uma tecnologia qua ainda precisa de aprimoramentos antes de ser colocada à venda no mundo real. A ideia agora é desenvolver um sistema que consiga estender o raio de proteção de uma haste de Franklin de 10 metros para 500 metros”, encerra Houard.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: