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Sistema imunológico pode "memorizar" proteção contra covid por pelo menos 1 ano

·4 minuto de leitura

Para entender o tempo que dura a imunidade contra o coronavírus SARS-CoV-2, um grupo de pesquisadores chineses avaliou amostras de sangue de aproximadamente 100 pessoas que foram contaminados pelo vírus em dois momentos diferentes: seis meses; e um ano depois da infecção. Analisando o material coletado, foi possível afirmar que o sistema imunológico mantém níveis significativos de proteção contra a covid-19 por pelo menos 12 meses.

Publicado na revista científica Clinical Infectious Diseases, o preprint — estudo sem revisão por pares — contou com a participação de pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China. No levantamento, foram analisados tanto os níveis de anticorpos neutralizantes quanto de células de memória — um componente fundamental do sistema imunológico.

Estudo chinês aponta que imunidade contra a covid-19 pode durar pelo menos um ano (Imagem: Reprodução/Swiftsciencewriting/Pixabay)
Estudo chinês aponta que imunidade contra a covid-19 pode durar pelo menos um ano (Imagem: Reprodução/Swiftsciencewriting/Pixabay)

Segundo os autores do estudo, o objetivo era "compreender as características da memória imunológica em indivíduos com diferentes gravidades da doença em um ano após o início da doença". Nesse contexto, é possível afirmar, segundo os cientistas, que "as imunidades celulares e humorais específicas para o SARS-CoV-2 são duráveis ​​pelo menos até um ano após o início da doença".

Entenda os tipos de memória imunológica

Para entender os resultados do estudo chinês, é preciso lembrar que existem dois tipos de respostas imunológicas: a humoral e a celular. Ambas são complementares e garantem que o organismo esteja, de fato, preparado para uma nova batalha contra a covid-19.

Quando entramos em contato com o agente infeccioso pela segunda vez, os anticorpos humorais — da resposta humoral — são a primeira defesa. Normalmente, a concentração deles costuma ser mais elevada nos primeiros meses de recuperação, já que o sistema imunológico foi recentemente acionado para produzir anticorpos capazes de combater a ameaça que entrou no organismo. Depois de algum tempo, é esperado que o número desses anticorpos caia e fique em um nível basal, porque a ameaça imediata não existe mais.

Enquanto o nível de anticorpos decai, costuma ser preservado o mecanismo de resposta imunológica celular. É esta que garante que alguns tipos de doença só ocorram uma única vez, como costuma acontecer com a catapora. No caso da covid-19, ainda não se sabe por quanto tempo a imunidade permanecerá.

Independente disso, a resposta celular é como um grande arquivo, onde são guardadas as “memórias” do sistema de todos os vírus e bactérias com os quais o corpo já entrou em contato. É a partir dessa “recordação”, preservada nas células T de memória, que o corpo consegue gerar anticorpos para se proteger em casos de o coronavírus reaparecer no futuro.

Metodologia e resultados

"Realizamos uma visita de retorno de seis meses e um ano para 101 pacientes recuperados do novo coronavírus, a fim de detectar, através de múltiplos testes em amostras de soro, se anticorpos e células T de memória imunológica ainda estavam presentes", explicou o pesquisador Liu Jun, um dos autores do estudo.

Sistema imunológico mantém eficácia por pelo menos um ano contra a covid-19 (Imagem: Reprodução/ iLexx/Envato Elements)
Sistema imunológico mantém eficácia por pelo menos um ano contra a covid-19 (Imagem: Reprodução/ iLexx/Envato Elements)

De acordo com os cientistas, as células T específicas para o coronavírus estavam presentes em 93% dos pacientes recuperados após seis meses da doença. Passados 12 meses, a concentração específica desta célula de defesa foi pouco afetada, ficando em 92%.

Além disso, o estudo demonstrou que, em mais de 95% dos pacientes recuperados, os anticorpos IgG específicos podem persistir de 6 a 12 meses após o início da doença. Inclusive, esta concentração mais alta estava relacionada com o maior nível de gravidade da doença.

"Também descobrimos que os anticorpos IgM ainda eram detectáveis em pelo menos 26% dos indivíduos recuperados 12 meses após o início da doença, especulando que a persistência a longo prazo de IgM em alguns indivíduos recuperados pode ser uma das características imunológicas da infecção da covid-19, cujo mecanismo precisa ser investigado mais a fundo", completou o pesquisador. Agora, é necessário explorar a validade da descoberta em grupos maiores de pacientes que se recuperaram da doença.

Para acessar o artigo completo sobre a memória imunológica humana contra o coronavírus SARS-CoV-2, publicado na revista científica Clinical Infectious Diseases, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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