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Sintomas de covid longa podem ser confundidos com os de outras doenças sérias

Médicos alertam que os sintomas de covid longa podem ser confundidos com os de outras condições sérias de saúde, abrindo a possibilidade de diversos diagnósticos errôneos — que podem ter consequências graves aos pacientes. Um caso emblemático é o de uma americana re-diagnosticada com Linfoma de Hodgkin após meses acreditando estar apenas com sintomas de covid longa.

Com dezenas de sintomas possíveis, a covid longa pode ser facilmente confundida com outras condições, especialmente porque a infecção por covid-19 pode fazer condições de saúde pré-existentes piorarem. Fazer o que se chama diagnóstico diferencial, definido pela análise de todas as possibilidades que podem estar causando os sintomas, é trabalhoso e demanda tempo, dificultando o processo.

Inúmeros sintomas da covid longa podem ser, na verdade, de outras condições: é importante não usar o termo como um guarda-chuva para qualquer diagnóstico após a infecção (Imagem: Freepik)
Inúmeros sintomas da covid longa podem ser, na verdade, de outras condições: é importante não usar o termo como um guarda-chuva para qualquer diagnóstico após a infecção (Imagem: Reprodução/Freepik)

Diagnósticos diferenciais e a covid longa

Fazer diagnósticos diferenciais precisos não é importante apenas para permitir um cuidado adequado ao paciente, mas também para melhorar o entendimento sobre a covid longa, ainda obscura na literatura médica. Especialistas alertam para que a condição não se torne um "bode expiatório" que agregue todos os tipos de sintoma e acabe caindo na avaliação de qualquer paciente.

O diagnóstico da covid longa, na falta de testes, é feito por exclusão, ou seja, após idealmente esgotar todas as outras possibilidades, a condição é considerada. Estudos recentes apontam que muitos pacientes acabam saindo do processo com diagnóstico de outras doenças.

Um artigo de julho, publicado na revista Nature, notou que, de mais 2 milhões de pacientes britânicos, 5,4% dos infectados pela covid-19 tiveram pelo menos um sintoma de covid longa, enquanto 4,5% que não tiveram evidência alguma da infecção pelo vírus também tinha pelo menos um sintoma de covid longa.

Se há um número considerável de pessoas com sintomas considerados de covid longa sem ter contraído o vírus, então muitos previamente infectados podem estar tendo sintomas persistentes por conta de razões não relacionadas. Os números britânicos, inclusive, podem estar subnotificados, já que muitos médicos descrevem sintomas em campos de texto livre da ficha de pacientes, o que não entra na análise do artigo.

Até mesmo pacientes que não tiveram sintomas ou sinais de infecção por covid podem ter sintomas, o que tem preocupado os médicos e gerado alertas (Imagem: AnnaStills/Envato Elements)
Até mesmo pacientes que não tiveram sintomas ou sinais de infecção por covid podem ter sintomas, o que tem preocupado os médicos e gerado alertas (Imagem: Reprodução/AnnaStills/Envato Elements)

Em agosto, outro artigo, desta vez publicado no Lancet, notou que 21% dos pacientes de covid recentes nos Países Baixos reportaram pelo menos um sintoma que piorou após sua infecção, mas 9% sem evidência alguma da infecção tiveram sintomas parecidos. Muitos pacientes que chegam a especialistas em covid longa já passaram por testes em outros lugares, mas saem das clínicas desses médicos com diagnóstico de outras doenças no lugar da covid longa.

As condições confundidas com covid longa podem ser muito sérias: a falta de ar pode ser causada por coágulos de sangue nos pulmões, ou dores abdominais podem ser resultado de um infarto. O diagnóstico diferencial pode ser um processo longo e pouco encorajador, com cada sintoma adicional deixando as possibilidades patológicas exponenciais, mas ainda assim é essencial para um tratamento efetivo — e esse é o alerta para médicos de todo o mundo.

Fonte: Canaltech

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