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Sinduscon-SP vê alta de 3% do PIB da construção em 2020

Thais Carrança

Sindicato mantém projeção apesar das revisões baixistas para o avanço da economia brasileira e do resultado abaixo do esperado para o PIB do setor em 2019 O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) reafirmou nesta sexta-feira sua estimativa de um crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) da construção em 2020.

A projeção foi mantida apesar das revisões baixistas para o crescimento brasileiro este ano e de um resultado abaixo do esperado do PIB da construção em 2019. No ano passado, o indicador fechou em alta de 1,6%, ante estimativa do Sinduscon-SP de avanço de 2%.

“A projeção de crescimento para a construção se mantém devido ao volume maior de obras já contratadas, ao aumento do emprego em 2019 nas fases antecedentes de obras (projetos e preparação de terrenos) e às expectativas dos empresários sobre o desempenho das construtoras nos próximos meses”, informou a entidade, em comunicado.

Problemas enfrentados pelo MCMV são um dos fatores que podem rebaixar desempenho do setor, diz Ana Maria Castelo

Bruno Peres / Divulgação

Entretanto, o percentual de crescimento da construção poderá ser rebaixado se houver uma recessão econômica, diminuindo a demanda das famílias; se o surto de coronavírus assumir um caráter epidêmico, paralisando canteiros de obras; ou ainda se não houver uma solução para os problemas enfrentados pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), ponderou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Ainda conforme a economista, segundo a nota do Sinduscon-SP, o segmento de edificações residenciais aumentará o ritmo de crescimento, impulsionando os serviços especializados. Entretanto, para que o crescimento do mercado imobiliário se dissemine pelo país, serão necessárias a continuidade do crescimento do emprego formal e da renda, a definição de uma política social voltada à habitação de interesse social e a interrupção das paralisações no MCMV, avalia.