Mercado fechado
  • BOVESPA

    118.328,99
    -1.317,01 (-1,10%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.810,21
    -315,49 (-0,70%)
     
  • PETROLEO CRU

    53,03
    -0,10 (-0,19%)
     
  • OURO

    1.867,60
    +1,70 (+0,09%)
     
  • BTC-USD

    30.082,06
    +549,53 (+1,86%)
     
  • CMC Crypto 200

    590,91
    -89,00 (-13,09%)
     
  • S&P500

    3.853,07
    +1,22 (+0,03%)
     
  • DOW JONES

    31.176,01
    -12,39 (-0,04%)
     
  • FTSE

    6.715,42
    -24,97 (-0,37%)
     
  • HANG SENG

    29.927,76
    -34,74 (-0,12%)
     
  • NIKKEI

    28.639,37
    -117,49 (-0,41%)
     
  • NASDAQ

    13.384,75
    -10,75 (-0,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,5118
    +0,0034 (+0,05%)
     

Sindicatos anunciam greve na Petrobras a partir de segunda

NICOLA PAMPLONA
***FOTO DE ARQUIVO*** RIO DE JANEIRO, RJ, 23.10.2019 - Fachada do edifício da sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. (Foto: Lucas Tavares/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** RIO DE JANEIRO, RJ, 23.10.2019 - Fachada do edifício da sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. (Foto: Lucas Tavares/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Três semanas após assinatura de acordo coletivo de trabalho com a Petrobras, sindicatos ligados à FUP (Federação Única dos Petroleiros) iniciam nesta segunda-feira (25) paralisação de cinco dias em protesto contra programas de demissão e transferência de trabalhadores.

A mobilização tem como pano de fundo o plano de venda de oito refinarias que, segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos), impactará 4.895 empregados lotados nessas unidades.

A FUP acusa a estatal de descumprir cláusulas do acordo ao propor os programas de demissão incentivada e de transferência sem negociação prévia com os sindicatos. Alega ainda que o uso de indicadores de segurança como critério para pagamento de bônus também fere o acordo.

A Petrobras e os sindicatos ligados à FUP assinaram acordo coletivo no dia 4 de novembro, após meses de impasse que culminaram com mediação do TST (Tribunal Superior do Trabalho) -processo que chegou a ser acompanhado de perto pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional) diante do risco de greve.

De acordo com o diretor da FUP Deyvid Bacellar, a estatal deveria negociar com os sindicatos mudanças no efetivo de suas unidades, como a implantação de programas de demissão e transferência. "Eles estão descumprindo cláusulas do acordo que já existem por alguns anos e foram renovadas", diz ele.

Segundo o sindicalista, os planos de demissão incentivada e de transferência são parte do processo de redução das atividades da estatal por meio da venda de ativos. Este ano, a empresa abriu negociação para se desfazer de oito de suas refinarias, reduzindo à metade sua capacidade de refino.

O estudo do Dieese aponta que 51% dos empregados da empresa no segmento serão afetados. O Paraná, onde há duas unidades á venda, terá o maior impacto: 939 pessoas. Depois, vêm Bahia e Rio Grande do Sul, com 871 e 817, respectivamente.

A estatal pretende ainda vender refinarias em Pernambuco, Minas Gerais, no Amazonas e no Ceará, mantendo apenas as unidades de São Paulo e do Rio.

Por enquanto, a greve envolve apenas os sindicatos ligados à FUP, excluindo a base de Minas Gerais, que não aprovou paralisações. Os cinco sindicatos FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) assinaram nesta sexta o acordo mediado pelo TST.

Entre as bases que prometem paralisar as atividades, está a responsável pela operação das plataformas de produção de petróleo da Bacia de Campos, a segunda maior produtora do país. A base responsável pela Bacia de Santos, a maior produtora, está ligada à FNP.

Procurada, a Petrobras ainda não se manifestou.