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Sindicatos da Airbus na Espanha criticam retomada da produção

Funcionários da fábrica da Airbus na cidade de Getafe (Madri) 21 de febrero de 2020

Os sindicatos da Airbus na Espanha criticaram fortemente o reinício da produção ordenada pela empresa nesta quarta-feira, estimando que é incompatível com a proteção da saúde dos funcionários, 138 dos quais com coronavírus.

O sindicato minoritário CGT lançou nesta quarta-feira uma convocação de greve indefinida a partir de 30 de março, rejeitando o reinício da produção na próxima segunda-feira após quatro dias de paralisação para garantir condições seguras do ponto de vista sanitário.

A Espanha superou o número de mortos pelo novo coronavírus da China nesta quarta-feira, com 3.434 mortes.

"A companhia deve entender que a saúde laboral dos trabalhadores não é brincadeira", afirmou o sindicato no Twitter.

O sindicato majoritário Comisiones Obreras ainda não aderiu à greve, mas exige a interrupção da produção normal.

De acordo com um saldo oferecido pela administração aos sindicatos na noite de terça-feira, 138 funcionários da Airbus na Espanha foram considerados positivos em coronavírus (embora nem todos os casos tenham sido efetivamente testados) e 21 outros funcionários em filiais.

Cerca de 820 funcionários estão em quarentena, dos quais 147 apresentaram sintomas.

Segundo a Airbus, os inspetores de trabalho espanhóis visitaram física e virtualmente suas três fábricas em Madri e não observaram "nenhuma situação de risco grave e iminente".