Sindicato de São José espera que governo pressione GM

Terminou sem acordo a reunião desta quarta-feira entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a General Motors (GM). De acordo com o sindicato, a montadora permanece com intenção de demitir cerca de 1,5 mil trabalhadores a partir do próximo dia 26. A próxima reunião, marcada para sexta-feira (18), terá a participação de representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A expectativa do sindicato é de que o governo pressione a montadora para manter os empregos.

"O governo federal tem de pressionar a GM a abandonar esse plano de demissões, já que, como todo setor automotivo, a empresa vem recebendo constantes incentivos fiscais", disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, em nota distribuída à imprensa.

A última reunião da série agendada, de acordo com o sindicato, está marcada para o dia 23. Os trabalhadores da GM que estão com contrato de trabalho suspenso (lay-off) realizarão na quinta-feira (17) assembleia na sede do sindicato, às 9h.

Atualmente, cerca de 800 trabalhadores da montadora se encontram em lay-off desde agosto. A ameaça, desde o final do ano passado, era que a montadora demitisse 1,8 mil trabalhadores, incluindo os que estavam com contrato suspenso. Em dezembro, a montadora estendeu o lay off até 26 de janeiro e decidiu manter a produção do veículo Classic em São José dos Campos até a mesma data. Desde então, cerca de 300 funcionários já aderiram ao Plano de Demissão voluntária (PDV), de acordo com o sindicato.

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