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Sindicato entra com ação contra Petrobras para impedir venda de campos no Rio

André Ramalho
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Venda do ativo “põe em risco o patrimônio público em razão de falta de análise de gestão de crise e de alienação da participação em setores altamente lucrativos”, diz o Sindipetro-NF Fabio Guimaraes/Agência O Globo O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), representado por seu coordenador geral, Tezeu Bezerra, entrou com ação popular contra a Petrobras, para impedir a venda dos campos de Albacora e Albacora Leste, na Bacia de Campos. O pedido de tutela de urgência foi ajuizado na 1ª Vara da Justiça Federal de Campos dos Goytacazes (RJ) contra a Petrobras e a União. Segundo o autor da ação, a venda do ativo “põe em risco o patrimônio público em razão de falta de análise de gestão de crise e de alienação da participação em setores altamente lucrativos”. Além da suspensão liminar da venda dos campos, a ação solicita a anulação definitiva do processo de desinvestimento. A ação destaca também que o atual cenário econômico global, provocado pela pandemia de covid-19, vem impactando negativamente os preços do petróleo e tendem a jogar para baixo o preço de venda das áreas, causando prejuízos não apenas à empresa, mas à União. “(...) Até o momento, a estatal vendeu campos com a produção relativamente pequena e com baixa perspectiva de crescimento; é o caso de, por exemplo, Pargo, Carapeba e Vermelho. Entretanto, Albacora e Albacora Leste estão entre os maiores produtores da Bacia de Campos”, cita o documento. O Sindipetro-NF lembra ainda que, na divulgação do lançamento do processo de desinvestimento, a Petrobras informou que a quantidade de óleo original estimada em cada campo no pós-sal é de 4,4 bilhões de barris de óleo equivalente em Albacora e 3,8 bilhões de barris em Albacora Leste e que as áreas têm um potencial significativo no pré-sal. “Albacora e Albacora Leste são campos gigantes, que têm reservatórios de pré-sal, um patrimônio brasileiro, e estão sendo colocados à venda num momento de baixa do preço do petróleo. Quem comprar vai comprar a preço mais baixo do que o que as áreas valem”, afirma Bezerra.