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Sindicato e Volkswagen acertam redução de jornada e salários em fábrica em SP

SÃO PAULO (Reuters) - A Volkswagen vai reduzir em 24% a jornada de trabalho dos funcionários de sua principal fábrica no Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), e cortar salários em 12% a partir de julho, informou nesta quarta-feira o sindicato de metalúrgicos local, que aceitou o plano diante da falta de autopeças e componentes eletrônicos para a montadora.

A medida será aplicada no retorno das férias coletivas de 10 dias dos trabalhadores da produção, marcadas para entre 27 de junho e 7 de julho, afirmou a entidade.

Procurado, o sindicato informou que o plano "vai ser avaliado mês a mês" e que o fim da medida dependerá do fluxo de fornecimento das peças para a montagem dos veículos da marca.

Segundo o diretor administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, a montadora pretendia suspender um turno como opção devido a falta de peças.

"Negociamos a redução de jornada justamente pelo impacto que a decisão teria, não só para os trabalhadores na Volks, mas para a cadeia de produção, principalmente para os terceiros", afirmou Damasceno, em comunicado. "É a melhor ferramenta que temos para o momento, que será avaliada mês a mês e pode sofrer alterações até a normalização da situação", acrescentou.

A montadora tem cerca de 8,2 mil trabalhadores em São Bernardo do Campo, dos quais 4,5 mil na produção.

Em nota, a Volkswagen confirmou ter acertado com o sindicato a flexibilização da jornada para o mês de julho, "em razão da falta de componentes".

(Por Alberto Alerigi Jr., com reportagem adicional de Gabriel Araújo)

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