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Sindicato diz que Petrobras interrompeu testagem para covid entre funcionários

Gabriela Ruddy
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A companhia, no entanto, diz que deve normalizar a situação até o fim desta semana Alexandre Cassiano/Agência O Globo A Federação Única dos Petroleiros (FUP) acusa a Petrobras de ter interrompido a testagem de covid-19 entre os funcionários próprios e terceirizados desde o fim de setembro na cidade de Macaé (RJ). Os testes sorológicos rápidos nas bases terrestres da empresa eram realizados a cada 14 dias. A companhia teria comunicado ao Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) que o contrato com a empresa responsável por realizar testes rápido nos trabalhadores acabou e que a situação seria normalizada a partir de 16 de outubro. O sindicato pediu à companhia que fornecesse guias da assistência médica própria da empresa aos trabalhadores para fazerem os testes em laboratórios credenciados, mas o pedido foi negado. O Sindipetro também alega que um método de testagem em massa anunciado pela petroleira não foi adotado. Após a publicação desta reportagem, a Petrobras afirmou que ampliou temporariamente o intervalo de testes contra a covid-19 nos trabalhadores em Macaé. A companhia, no entanto, afirmou que deve normalizar a situação até o fim desta semana. A Petrobras também explicou que o intervalo maior se deve à necessidade de adequação do laboratório contratado para realizar a testagem a exigências locais. “Todos os colaboradores continuam passando por uma avaliação individual de saúde antes do início de seus turnos, além de rigorosas medidas de prevenção no local de trabalho, como uso de máscaras, distanciamento, higienização reforçada e disponibilização de álcool em gel. Ressaltamos que, para profissionais que atuam embarcados, o teste RT-PCR, padrão ouro para diagnóstico da covid-19, continua ocorrendo normalmente antes de cada embarque”, afirmou a companhia em nota. Dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia na última terça-feira mostram que a Petrobras teve 2.242 casos de covid-19 entre seus 46.416 empregados efetivos, dos quais três morreram e oito estão atualmente hospitalizados. Há ainda 104 funcionários em quarentena e 2.127 curados.