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Sinalização dura do Fed traz pouco alívio a mercados contundidos

Operadores trabalham na Bolsa de Nova York, EUA

Por Davide Barbuscia e David Randall

NOVA YORK(Reuters) - Um Federal Reserve firmemente decidido a combater a inflação está deixando pouca esperança de que a turbulência vista nos mercados este ano acabe tão cedo, conforme autoridades sinalizam altas de juros maiores e mais rápidas do que o esperado por investidores.

O Fed elevou as taxas em 75 pontos-base, em linha com expectativas, mas sinalizou que sua taxa básica subirá para 4,4% até o final do ano e chegará a 4,6% até o final de 2023, uma trajetória mais íngreme e prolongada do que os mercados haviam precificado.

Investidores disseram que o caminho agressivo sugere mais volatilidade em ações e títulos em um ano que já viu mercados em baixa em ambas as classes de ativos, e também destacam riscos de que uma política monetária mais apertada leve a economia dos EUA a uma recessão.

"A realidade está se estabelecendo para os mercados no que diz respeito às mensagens do Fed e à continuação deste programa para elevar as taxas e levá-las a território restritivo", disse Brian Kennedy, gerente de portfólio da Loomis Sayles. "Achamos que ainda não vimos o pico nos rendimentos, já que o Fed continuará se movendo aqui e a economia continua se sustentando."

As ações caíram após a reunião do Fed, com o S&P 500 caindo 1,7%. Os rendimentos dos títulos, que se movem inversamente aos preços, dispararam, com o rendimento de dois anos subindo acima de 4% para seu maior nível desde 2007 e os rendimentos de 10 anos atingindo 3,640%, o maior desde fevereiro de 2011. Isso deixou a curva e rendimentos ainda mais invertida, um sinal de recessão iminente.

O S&P 500 caiu 20% este ano, enquanto os títulos do Tesouro dos EUA tiveram seu pior ano da história. Esses declínios ocorreram conforme o Fed já apertou as taxas em 300 pontos base este ano.

"Os ativos mais arriscados provavelmente continuarão penando já que os investidores vão se conter e ficar um pouco mais defensivos", disse Eric Sterner, diretor de investimentos da Apollon Wealth Management.

Os rendimentos crescentes dos títulos do governo dos EUA provavelmente continuarão diminuindo o fascínio das ações, disse Sterner.

"Alguns investidores podem olhar para os mercados de ações e dizer que o risco não vale a pena, e podem transferir mais de seus investimentos para o lado da renda fixa", disse ele. "Podemos não ver retornos tão fortes nos mercados de ações daqui para frente, agora que as taxas de juros foram um pouco normalizadas."

CONSERVADORAMENTE

Os investidores acumularam ativos como dinheiro este ano ao buscarem refúgio da volatilidade do mercado, ao mesmo tempo em que veem a oportunidade de comprar títulos após a queda do mercado.

Muitos acreditam que altos rendimentos provavelmente tornarão esses ativos atraentes para investidores que buscam renda nos próximos meses. A forma da curva de juros do Tesouro, onde as taxas de curto prazo estão acima das de longo prazo, também sugere cautela. Conhecido como curva de juros invertida, o fenômeno precedeu recessões passadas.

"Estamos tentando determinar essencialmente para onde a curva está indo", disse Charles Curry, diretor administrativo e gerente sênior de portfólio de Renda Fixa dos EUA na Xponance, que disse que seu fundo tem pensado "muito conservadoramente" e tem atualmente mais títulos do Tesouro do que no passado.