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Sinais de rádio do lado noturno de exoplanetas podem fornecer dados importantes

·2 minuto de leitura

Os sinais de rádio são bons aliados para estudos de sistemas estelares distantes, já que podem fornecer informações importantes sobre as características dos exoplanetas que orbitam estas estrelas. Assim, cientistas da Rice University encontraram uma forma de determinar, a partir da atividade na magnetosfera no lado noturno destes mundos, quais são aqueles que têm maiores chances de produzir sinais identificáveis.

O estudo foi liderado por Anthony Sciola e mostrou que, enquanto as emissões de rádio no lado diurno dos exoplanetas parecem aumentar durante a atividade das estrelas, as que ocorrem no lado noturno provavelmente vão complementar o sinal com emissões significativas. Esta é uma descoberta importante para o estudo dos exoplanetas, porque a magnetosfera indica o quanto o planeta estaria protegido do vento solar emitido por sua estrela.

Nesta representação, a estrela do planeta fica no canto superior esquerdo, e o brilho colorido são as emissões de rádio em diferentes intensidades, sendo que a maior parte delas vem do lado noturno do planeta (Imagem: Reprodução/Anthony Sciola/Rice University)
Nesta representação, a estrela do planeta fica no canto superior esquerdo, e o brilho colorido são as emissões de rádio em diferentes intensidades, sendo que a maior parte delas vem do lado noturno do planeta (Imagem: Reprodução/Anthony Sciola/Rice University)

Hoje, os astrofísicos já entendem bem as magnetosferas presentes no Sistema Solar com base em uma ferramenta que estabelece uma relação linear entre o vento solar e as emissões de rádio nos planetas que estão no caminho destas emissões. Contudo, ao tentar aplicá-la a outros sistemas estelares, os pesquisadores tiveram sucesso limitado. Para Frank Toffoletto, co-autor do estudo, isso aconteceu porque os modelos foram usados com base no que se sabia sobre o Sistema Solar: “um modelo dinâmico com todo esse comportamento pode significar que o sinal é, na verdade, muito maior que aquilo que os modelos antigos sugerem”, explica.

Então, Anthony trabalhou com estes modelos e os levou aos seus limites para entender como os sinais dos exoplanetas podem ser detectados. Assim, eles produziram um modelo numérico para conseguir estimativas das emissões que ocorrem na região polar dos exoplanetas, para compreender como ocorrem em totalidade. Como as emissões noturnas vêm de várias partes da magnetosfera, a soma delas quando há forte atividade da estrela podem aumentar consideravelmente as emissões totais do planeta.

O autor notou que o modelo funciona melhor para os sistemas de exoplanetas devido à distância em que estão. “Você precisa estar muito longe para ver o efeito. É difícil dizer o que acontece na Terra em escala global — é como tentar assistir a um filme sentado ao lado da tela, porque você receberá somente uma pequena parte disso”, disse. Além disso, como a ionosfera terrestre bloqueia sinais de rádio liberados por exoplanetas semelhantes à Terra, seria necessário ter um complexo de satélites ou até uma instalação no lado escuro da Lua para identificar os sinais vindos de sistemas distantes.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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