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Sinais mais claros de acordo EUA-China impulsionam bolsas na Europa

Roberta Costa

Depois de fechar no nível mais alto desde 20 de julho de 2015, índice Stoxx Europe 600 subia 0,25% nesta manhã As ações europeias abriram esta quinta-feira em alta pela quinta sessão consecutiva. O Ministério do Comércio da China informou que Pequim e Washington chegaram a um acordo para a remoção das tarifas existentes entre os dois países em tranches, sem especificar quando e onde o acordo vai ser assinado.

Depois de fechar na quarta-feira no nível mais alto desde 20 de julho de 2015, o índice Stoxx Europe 600 subia 0,25% nesta manhã, para 406,08 pontos. Entre os principais ganhadores nos subsetores europeus estavam as montadoras e mineradoras (na esteira das notícias comerciais positivas), enquanto os setores defensivos, como telecomunicações e serviços públicos, caíam, sugerindo maior apetite pelo risco. As Bolsas de Frankfurt (+0,75%, para o nível mais alto desde fevereiro de 2018), Londres (+0,17%), Paris (+0,19%), Milão (+0,81%) e Madri (+0,68%) operam em alta.

As ações da Siemens atingiram a maior alta em mais de um ano nesta manhã, depois que a empresa industrial alemã elevou as expectativas de lucro no quarto trimestre. Também as ações da Lufthansa saltaram 6,5% com o plano de cortar custos em algumas de suas unidades.

A União Europeia (UE) divulgou hoje seu relatório trimestral com revisão de suas projeções macro. A UE cortou suas previsões de crescimento e inflação da zona do euro para 2019 e 2020 e pediu mais estímulos fiscais nos países que têm espaço para fazê-lo.

A Alemanha divulgou nesta quinta a produção industrial de setembro, que caiu 0,6% ante agosto e despencou 4,3% sobre o mesmo mês do ano passado – o que reforça a tendência de queda da atividade na região do euro, já que é sua principal economia.

Ainda nesta manhã, o Banco da Inglaterra (BoE) divulga sua decisão de política monetária e seu Relatório Trimestral de Inflação, com suas previsões econômicas.

Não há quem aposte em corte de juros pelo BoE hoje (a taxa de referência está em +0,75% ao ano), mas há expectativa para uma decisão não unâmine neste sentido. Isso porque o processo do Brexit - além da desaceleração da Europa e do mundo - vem pesando sobre a atividade econômica do Reino Unido. Se houver, no limite, uma saída da EU sem acordo, cortes de juros e outros estímulos serão muito prováveis.