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Sinais de ômicron menos grave voltam a levantar mercados

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.08.2011 - Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.08.2011 - Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Declarações de autoridades sanitárias indicando que a variante ômicron do coronavírus pode provocar sintomas menos graves do que o inicialmente esperado impulsionaram mais uma sessão de fortes ganhos nos mercados mundiais de ações.

Empurrado pelo otimismo global, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, conseguiu sustentar uma alta de 0,65%, a 107.557 pontos, apesar da perda de fôlego nas últimas horas do pregão.

Essa é a quarta alta consecutiva do índice, que acumula ganhos de 5,51% desde o início de dezembro. Até novembro, a Bolsa recuou por cinco meses seguidos.

O dólar caiu 1,29%, a R$ 5,6190, também acompanhando o aumento do apetite de investidores por ativos de risco devido ao alívio sobre os temores relacionados à nova cepa do vírus da Covid-19. Esse é o maior recuo diário da moeda americana desde 11 de novembro, quando a divisa cedeu 1,76% em relação ao real.

Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq disparou 3,03%, enquanto Dow Jones e S&P 500 saltaram 1,40% e 2,07%, respectivamente.

As principais bolsas da Europa e da Ásia também fecharam no azul.

Londres, Paris e Frankfurt avançaram 1,49%, 2,91% e 2,82%, nessa ordem. O índice Euro Stoxx 50 disparou 3,36%.

Em Tóquio, a alta foi de 1,89%. A Bolsa de Hong Kong saltou 2,72%. O índice que acompanha empresas em Xangai e Shenzhen subiu 0,60%.

No mercado de petróleo, o barril do Brent avançou 2,76%, a US$ 75,10 (R$ 423,60). A valorização da commodity impulsionou a alta de 1,63% das ações preferenciais da Petrobras.

Ainda no segmento das commodities, a Vale avançou 0,74% após um dia de valorização acima de 5% nos contratos de minério de ferro para maio de 2022.

Os ganhos são explicados pelas importações de minério de ferro pela China, que aumentaram 14,6% em novembro em relação ao mês anterior, atingindo o maior nível desde julho de 2020, segundo a Clear Corretora.

Apesar da ausência de estudos conclusivos sobre a gravidade da nova variante, análises preliminares e declarações de autoridades sanitárias indicando que a cepa pode não ser tão letal quanto se pensava estão sustentando um forte movimento de recuperação de ativos ao redor do globo.

"É um rali de alívio", disse Fawad Razaqzada, analista da Think Markets, ao Wall Street Journal.

O principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse nesta terça-feira que evidências preliminares indicam que a variante ômicron provavelmente tem um grau mais alto de transmissibilidade, mas é menos grave.

Embora mais dados sejam necessários, os primeiros casos indicam menos hospitalizações e pacientes com menos probabilidade de precisar de oxigênio, disse Fauci, em entrevista na Casa Branca.

A fabricante britânica de medicamentos GSK anunciou nesta terça que a terapia baseada em anticorpos que desenvolveu em parceria com o grupo americano Vir Biotechnology para combater a Covid-19 é efetiva contra todas as mutações da nova variante ômicron do coronavírus, mencionando dados novos de estudos que estão em estágio inicial.

INFLAÇÃO E JUROS ATRAPALHAM RECUPERAÇÃO DO IBOVESPA

Apesar do impulso dos mercados globais com a redução da percepção de risco da ômicron e dos ganhos no setor de commodities, o Ibovespa não foi capaz de romper a faixa de 109 mil pontos nesta sessão, patamar que foi perdido em 21 de outubro e que abriu caminho para a região de 102 mil pontos em novembro, destaca Rafael Ribeiro, analista em investimentos da Clear. Na máxima do dia, o índice atingiu 108.655 pontos.

Para o analista, a Bolsa ainda está em tendência de baixa de curtíssimo prazo e pode retomar a queda diante da resistência em recuperar perdas recentes.

"Essa repulsa em romper os 109 mil pontos pode ser explicada pela interrupção do movimento de queda da parte curta da curva [de juros] em vista das últimas projeções de inflação", diz.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deverá anunciar nesta quarta uma elevação da taxa básica de juros (Selic) que, segundo estimativas do mercado, será de 1,5 ponto percentual. Se isso for confirmado, a taxa passará de 7,75% para 9,25% ao ano.

Além disso, o mercado ainda observa o desfecho da PEC dos Precatórios, que será novamente discutida na Câmara após ter sido modificada pelo Senado.

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