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A simplicidade minimalista pode ser o princípio de um espaço exclusivo para a meditação dentro de casa

·2 minuto de leitura

Em um momento de grande insegurança como o da pandemia, o cuidado com a saúde mental é fundamental para não sucumbir. Para controlar a ansiedade, muitas pessoas começaram a fazer ioga e meditação ou estreitaram laços com a sua religião e, com a intensificação da prática, surgiu a necessidade de um espaço dentro de casa que favoreça a introspecção

Com as regras de isolamento social e inspiração na proposta de slow living (vivendo devagar), que prega um estilo de vida mais simples e equilibrado, a procura por “cantinhos de espiritualidade” aumentou, segundo a arquiteta Mayene Precioso. A profissional afirma que a pandemia agilizou um processo de mudança na relação entre lar e morador, que sentiu a mistura do ambiente doméstico com o de trabalho.

— Antes a atenção do dono da casa era voltada para fora, com quem chega. Mas, com as medidas de restrição social, pelas quais ele se viu obrigado a ficar na residência, teve início uma valorização do interno. A sala, por exemplo, não é mais para visitas que ficam esporadicamente, mas é um ambiente de permanência para os moradores experienciarem múltiplas tarefas e sensações — explica.

Sócia do escritório Hobjeto Arquitetura, Mayene planejou o Studio Parceria Humana, primeiro studio de mindfulness do Rio de Janeiro. Com esse projeto, ela percebeu que referências à natureza estão na essência desse tipo de ambiente.

— Há uma busca por materiais que resgatem o afeto e que sejam naturais, como a madeira, trazendo a natureza para dentro. É importante usar objetos que valorizem o toque, porque as pessoas querem resgatar o sensorial, em substituição ao digital — afirma Mayene.

Para aqueles que desejam construir o seu “cantinho da espiritualidade”, a arquiteta forneceu ao Bela Casa algumas dicas. Ela salienta, logo de início, que o espaço deve primar, principalmente, por trazer aconchego e bem-estar, e ter simplicidade.

Iluminação - Mayene recomenda o uso de iluminação natural, porém se houver necessidade de iluminação artificial, ela indica luzes quentes, pois trazem aconchego.

Incenso e velas - Para aqueles que gostam de um cheirinho bom pelo ar, o incenso é uma boa pedida. As velas favorecem a iluminação e a aromatização do ambiente. Mayene só alerta para o risco de velas e incensos estarem próximos de objetos que possam se queimar.

Conforto - Esse ambiente deve priorizar o conforto, por isso é recomendável o uso de esteiras, almofadas, pufes, ou redes.

Cores - A especialista recomenda o uso de cores neutras, para facilitar a introspecção. Contudo, ela afirma que o ambiente pode ter cores mais vivas em alguns objetos.

Plantas - Adeptos do Urban Jungle não podem deixar as plantas de fora. Segundo a arquiteta, as plantinhas promovem o contato com a natureza, e deixam o ambiente mais acolhedor.

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