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Simkus do BCE quer opção de alta de 0,5 pp se inflação piorar

(Bloomberg) -- O Banco Central Europeu deve considerar aumentar juros duas vezes mais do que o planejado no próximo mês se as perspectivas de inflação se deteriorarem, de acordo com o membro do Conselho da instituição Gediminas Simkus.

Simkus juntou-se ao seu colega Martins Kazaks ao argumentar que a opção básica de uma alta de apenas 0,25 ponto percentual na reunião de julho - quando os dirigentes devem elevar o custo do dinheiro pela primeira vez em mais de uma década - não é obrigatória e que a inflação recorde deve ser combatida “decisivamente”.

“Claro que devemos ver alguma mudança nos dados, alguma mudança em relação ao que vimos no início de junho”, disse Simkus em entrevista em Sintra, em Portugal. “Se virmos essa mudança nos dados apontarem para a persistência da inflação, para sua aceleração, 50 pontos base deve ser uma opção de política para julho.”

Esse risco já pode estar se concretizando, se os aumentos de preços ao consumidor na Espana servirem de guia. A inflação na quarta maior economia da zona do euro subiu inesperadamente para um recorde em junho, atingindo 10% e desafiando os esforços do governo para contê-la. Mas na Alemanha, a inflação anual em junho surpreendeu ao cair para 8,2%, ante 8,7% em maio.

Os mercados monetários reduziram suas apostas na quarta-feira, precificando 1,61 ponto percentual de alta este ano, contra 1,64 na terça-feira. Isso seria consistente com dois aumentos de 0,5 ponto percentual e dois de 0,25 nas próximas quatro reuniões de política monetária.

Simkus falou durante o retiro anual do BCE, onde os dirigentes se reúnem em meio a preços em alta, ameaças ao crescimento econômico e a possibilidade de racionamento de energia com corte de fornecimento da Rússia .

A presidente Christine Lagarde disse na terça-feira em um discurso que os formuladores de política monetária estão prontos para intensificar o combate à inflação, se necessário, ecoando o tom de urgência de outros bancos centrais ao redor do mundo que têm sido muito mais agressivos.

“Com esses níveis de inflação e com a inflação cada vez mais ampla, com os salários crescendo na zona do euro, devemos avançar decisivamente para a normalização da política monetária”, disse Simkus, que dirige o banco central da Lituânia.

A inflação é impulsionada em grande parte pelos custos de energia e alimentos ligados à guerra na Ucrânia. Mas está se ampliando, e economistas preveem que os dados da zona do euro que serão divulgados na sexta-feira mostrarão novo recorde, de 8,5%. As estimativas são anteriores aos números espanhóis e alemães divulgados na quarta-feira.

Depois que as leituras recentes superaram consistentemente as estimativas, Simkus disse: “Eu ficaria surpreso se não fosse surpreendido”.

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©2022 Bloomberg L.P.

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