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Show clandestino de Belo no carnaval deixa estragos em escola na Maré

Paolla Serra e Rafael Nascimento de Souza
·2 minuto de leitura

Um relatório feito por técnicos da Secretaria estadual de Educação aponta avarias no Ciep 326 Professor César Pernetta, no Parque União, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. A vistoria foi realizada na unidade dois dias depois do show clandestino do cantor Marcelo Vieira Pires, o Belo, no último dia 12, e sua análise foi anexada ao inquérito da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) que investiga infração de medida sanitária, crime de epidemia, invasão de prédio público e associação criminosa.

De acordo com o documento, ao qual o EXTRA teve acesso, foram identificados pelo menos cinco portas arrombadas e/ou sem maçanetas — dos banheiros feminino e masculino e do refeitório. Equipamentos como exautores da cozinha, tampa da caixa de disjuntores, torneiras, vasos sanitários e descargas foram furtados.

Três fotos mostram lixo espalhado pelo andar térreo da escola e ainda pelo pátio. Próximo dali, uma rampa foi construída no trecho de uma biblioteca que estava em obra. A estrutura foi montada como acesso ao local onde ficou o palco da apresentação.

O relatório ainda aponta “janelas quebradas e alvejadas por projéteis de arma de fogo”. Nas imagens, é possível ver uma marca de tiro em uma esquadria de alumínio e uma vidraça destruída.

Belo, assim como Célio Caetano e Joaquim Henrique Marques Oliveira, acusados de produzir o show dentro do Ciep, ficaram presos preventivamente por aproximadamente 24 horas. Eles conseguiram um habeas corpus e agora respondem ao inquérito da DCOD em liberdade.

Procurada pelo EXTRA, a Secretaria estadual de Educação limitou-se a informar que colabora com as investigações da Polícia Civil.

Os advogados de Belo não se manifestaram sobre o assunto. Walter Marcelino de Araújo Neto, que defende Célio Caetano, contratado para fornecer a equipe de som, disse que seu cliente não sabia que o local não possuía autorização para realização de shows. Já Juliana Sanches, advogada de Joaquim Henrique, afirmou que ele nunca fez parte do contrato social da empresa Série Gold Som e Iluminação, responsável pela organização da apresentação de Belo, e não teve nenhuma participação no evento.