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Shoppings terão de se reinventar, diz presidente de associação de lojistas

Gustavo Brigatto

De acordo com Tito Bessa, “todo mundo” está falando em queda de 30% a 40% nas vendas Se manter a operação de lojas de shopping por 12h era uma dificuldade antes da pandemia de covid-19, agora, com a queda na demanda provocada por ela, ficará ainda mais difícil, afirmou nesta quinta-feira o presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), Tito Bessa.

De acordo com ele, o horário de funcionamento dos shoppings deveria ser de oito horas. As quatro horas a menos significariam redução de custo na faixa de 30% a 40%, um cenário que compensaria mesmo que a queda nas vendas ficasse em cerca de 10%.

Boulevard Shopping Belo Horizonte, Aliansce Sonae

Reprodução

“Sobreviver pagando R$ 300 o metro quadrado vendendo roupas, acessórios, não dá. É melhor ter loja na rua com custo até oito vezes menor”, diz Bessa.

“Todo mundo” está falando em redução de 30% a 40%, afirma o presidente da Ablos. Ele próprio, dono de 165 lojas da TNG, fechou 32. Com isso, a expectativa é que de 25% a 30% das lojas de shoppings deixem de operar.

Sobre a reabertura dos shoppings de São Paulo hoje, ele disse ser contra o período de quatro horas proposto pelo governo. O ideal seriam seis, para distribuir mais o fluxo e evitar aglomerações. Dentre os lojistas, no entanto, não há um consenso, com alguns preferindo ter um recomeço.

Sobre as conversas com os shoppings sobre as cobranças de taxas em meio ao funcionamento com horário reduzido, Bessa disse que ainda não há nenhuma evolução. “Eles falam que querem ajudar, mas não dizem como”, diz.