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A Shopee vai deixar o Brasil?

Depois de apenas nove meses operando na Argentina, a plataforma de comércio eletrônico Shopee resolveu deixar por completo nosso principal vizinho ao sul. Além disso, a empresa também anunciou que vai enxugar suas operações em outros mercados importantes da América Latina, como Chile, Colômbia e México. Com isso tudo, uma pergunta fica no ar: e o Brasil?

Inicialmente, a empresa não tem planos de encerrar suas atividades por aqui. Porém, alguns sinais de alerta podem ser ligados. Hoje, o Brasil é um dos principais mercados da empresa sediada em Singapura. Segundo dados do Goldman Sachs, a companhia, que desembarcou aqui em 2019, já tem uma fatia de 5% do mercado de e-commerce brasileiro.

Shopee na contramão das demais

O cenário macroeconômico é bastante desanimador para o setor no panorama mundial, o que motivou o fechamento das operações da companhia em parte importante da América Latina. Porém, no Brasil, o movimento é contrário, e a Shopee começa a chamar atenção de outros players importantes do mercado do comércio eletrônico.

A estimativa é de que a Sea Limited, conglomerado que é dono da plataforma, invista nada menos do que US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8 bilhões) até o final de 2022. Com um investimento tão alto para o ano corrente e um crescimento nas vendas, é prudente pensar que a Shopee não deve encerrar suas operações no Brasil no curto ou médio prazo. Porém, muita coisa pode mudar.

MP pode mudar o jogo

Uma Medida Provisória (MP) que está sendo preparada pelo Ministério da Economia e pode ser publicada depois das eleições de outubro pode inibir a ação de plataformas que agregam lojas de terceiros, os chamados marketplaces. A ação visa taxar de forma mais pesada as compras de produtos importados por pessoas físicas.

Na prática, a MP pode diminuir substantivamente a principal vantagem dessas empresas, que é o preço, em geral, mais baixo do que o de outras lojas. Isso pode diminuir substancialmente os ganhos de empresas como a Shopee no Brasil, algo que pode motivar sua saída. Porém, não existe garantia que a MP, encomendada por players nacionais, como Havan e Multilaser, seja sequer publicada.

Segundo a empresa, mais de 85% das vendas na Shopee são de vendedores brasileiros e que a companhia está em conformidade com as leis e regulamentos nacionais. A empresa também garante que exige que vendedores e compradores respeitem as regras locais e suas próprias políticas.

Mudanças de rota

A empresa também reviu algumas de suas estratégias adotadas no Brasil. Em junho deste ano, por exemplo, a companhia decidiu encerrar sua política de frete grátis irrestrito. Coincidentemente ou não, pouco depois da revisão da política, em torno de 50 pessoas foram desligadas da operação que a plataforma possui em São Paulo.

Procurada pelo Canaltech, a Shopee não se posicionou oficialmente sobre o quais são seus planos para o Brasil e se deve ou não sair daqui até o momento da publicação desta matéria.

No entanto, mesmo com a diminuição de pessoal na região e com o fechamento na Argentina, a empresa alega que as ações foram motivadas pela adoção de uma estratégia em que outros mercados, considerados mais importantes, serão priorizados. E um desses mercados é o brasileiro. Portanto, a resposta para a pergunta do início é: não, a Shopee não deve sair do Brasil.

Fonte: Canaltech

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