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Shell deixa Rússia e abandona negócio de R$ 15,4 bilhões

Shell deixa seu principal negócio de GNL (gás natural liquefeito) na Rússia - Foto: AP Photo/Martin Meissner
Shell deixa seu principal negócio de GNL (gás natural liquefeito) na Rússia - Foto: AP Photo/Martin Meissner
  • Shell abandona negócios na Rússia

  • Empresa seguiu os mesmos passos da BP e Equinor

  • Ativos da petrolífera corresponderam a R$ 15,4 bilhões em valor no final de 2021

A Shell anunciou, nesta segunda-feira (28), que deixará todas as suas operações na Rússia devido à guerra contra a Ucrânia. Os ativos da petrolífera nos empreendimentos corresponderam a cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões) em valor no final de 2021.

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Conforme observou em comunicado, a decisão de abandonar o país leva a prejuízos e perdas contábeis. A Shell deixa seu principal negócio de GNL (gás natural liquefeito) Sakhalin 2, no qual detém participação de 27,5%. Outros 50% são da Gazprom, empresa de energia russa.

“Sakhalin 2 é um dos maiores projetos de petróleo e gás integrados e orientados para a exportação do mundo, bem como o primeiro projeto de gás offshore da Rússia”, descreve o site da Shell. Cerca de 11,5 milhões de toneladas de GNL são produzidas por ano e exportadas para importantes mercados, como China e Japão.

Empresas cortam negócios com a Rússia

A Shell não é a primeira a abandonar as operações no país. A decisão, anunciada pelo CEO Ben van Beurden, ocorreu um dia depois da rival BP deixar sua participação na gigante petrolífera russa Rosneft. O movimento pode custar mais de US$ 25 bilhões (R$ 139 bilhões) à empresa.

A Equinor, da Noruega, também suspendeu novos investimentos no país e iniciou o processo de saída das joint-ventures que mantém com companhias de energia russas.

Contrários aos ataques russos à Ucrânia, outras diversas empresas de petróleo, leasing de aeronaves e até de telecomunicações romperam com a Rússia.