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Shell cortará até 9 mil empregos em transição para baixo carbono

Por Ron Bousso
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Ben van Beurden, CEO da Shell, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro
Ben van Beurden, CEO da Shell, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro

Por Ron Bousso

LONDRES (Reuters) - A petroleira Shell anunciou nesta quarta-feira planos para cortar até 9 mil empregos, ou mais de 10% de sua força de trabalho, como parte de uma grande reestruturação que visa uma transição da gigante de óleo e gás para energias de baixo carbono.

A Royal Dutch Shell, que tinha 83 mil empregados ao final de 2019, disse que a reorganização levará a economias adicionais de entre 2 bilhões e 2,5 bilhões de dólares até 2022, indo além de cortes de 3 bilhões a 4 bilhões anunciados mais cedo neste ano.

No mês passado a empresa lançou uma ampla revisão de seus negócios para cortar custos e se preparar para a reestruturação das operações como parte da transição para energias de baixo carbono.

A companhia anglo-holandesa disse que espera cortar de 7 mil a 9 mil empregos até o final de 2022, incluindo 1,5 mil que aceitaram planos de desligamento voluntário neste ano.

A rival BP anunciou neste ano planos para cortar cerca de 10 mil empregos como parte de iniciativa do CEO Bernard Looney de expandir rapidamente os negócios de renováveis e reduzir a produção de óleo e gás.

A redução de custos é vital para os planos da Shell de mudança para o setor elétrico e renováveis, onde as margens são relativamente menores.

A competição ainda deve ficar mais intensa, com elétricas e petrolíferas incluindo BP e Total disputando participação no mercado de renováveis enquanto economias ao redor do mundo apostam em energia verde.

"Nós olhamos de perto como estávamos organizados e sentimos que, em muitos lugares, tínhamos níveis demais na companhia", disse o CEO Ben van Beurden em publicação interna no site da Shell.

Em uma atualização sobre suas operações, a Shell também disse que sua produção de petróleo e gás deve cair drasticamente no terceiro trimestre, para cerca de 3,04 milhões de barris de óleo equivalente por dia, devido à menor produção como resultado da pandemia de coronavírus e furacões que forçaram plataformas offshore a suspender produção.