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Sextech: startups do sexo valem US$ 29 bilhões (e Brasil é o próximo)

Matheus Mans
·3 minutos de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Sextech é o nome dado às empresas que inovam no setor erótico e, especialmente, de sexualidade. São startups que, com brinquedos sexuais inteligentes, vibradores conectados e vendas digitais, buscam abocanhar fatias de um setor que terá o valor mundial de US$ 29 bilhões em 2020. Apesar do tabu ao redor do tema, estão crescendo de forma acelerada.

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Nos Estados Unidos, a onda de sextechs ganhou força este ano. Começou já forte antes da pandemia, com startups como MysteryVibe e Dame Products ganhando tração ao colocar no mercado esses brinquedos sexuais inteligentes, mais adaptados às necessidades das mulheres e que colocam o prazer feminino na rota da tecnologia.

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Durante a pandemia, o crescimento foi exponencial: empresas do setor reportaram crescimentos de 100% ao mês. No Brasil, essa onda parece estar chegando de forma acelerada, especialmente na quarentena. Segundo o Mercado Erótico — empresa que acompanha o setor —, foram vendidos mais de 1 milhão de vibradores, aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas gerais do setor cresceram 4,12% em comparação com 2019.

“Não podemos dizer que temos sextechs estruturadas no Brasil”, diz Leilane Rosenbaum, pesquisadora de sexualidade. “No entanto, estamos tendo o mesmo movimento que vimos nos Estados Unidos em 2018: empresas tradicionais do setor ganhando corpo, deixando seus números mais robustos. Agora, abre espaço para um universo sexual mais inovador”.

Perfil do empreendedor

Um robusto estudo do Mercado Erótico sobre a sexualidade na pandemia traz detalhes de como esse mercado de sextechs está embrionário, mas começando a se desenvolver. Durante a pandemia do novo coronavírus, surgiram uma série de iniciativas mais digitais e conectadas no mercado erótico, acelerando a digitalização de processos e de todo setor.

Anteriormente totalmente analógico e apenas com alguns casos bem sucedidos de e-commerces, agora já é possível ver empreendedores se arriscando de diversas formas. Há bazares virtuais, vendas organizadas por WhatsApp e até mesmo coaching via plataformas de vídeo para uma vida sexual mais saudável, conectada e inovadora.

“O mercado está otimista porque as pessoas estão ociosas em casa e precisam inovar no relacionamento. Quem tem presença forte na internet e delivery está se saindo bem durante a quarentena e projetam um crescimento anual até maior do que a projeção de 8,45% citada em nosso levantamento”, afirma Paula Aguiar, autora da pesquisa da consultoria.

Um caso interessante é da empreendedora Silvana Aguiar, dona de uma boutique erótica no bairro do Ipiranga. Antes da pandemia, a empresária tinha todos os seus ganhos concentrados em vendas físicas, na sua própria loja. No entanto, quando se viu obrigada a fechar as portas por conta da quarentena, correu atrás de inovação. E gostou disso.

“Abri um e-commerce e, em menos de dois dias, estava com tudo da minha loja catalogado. Depois, criei grupos no WhatsApp e no Facebook com clientes habituais. Só que uma puxa uma amiga, que puxa outra. Acabou se tornando um hub de vendas”, conta a empresária. “No primeiro mês de quarentena, tinha igualado o faturamento. Agora, o digital já é maior”.

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