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Seu ouvido médio evoluiu de uma guelra de peixe, e esse fóssil pode provar

Cientistas da Universidade de Pequim encontraram evidências de que uma guelra de ancestrais dos peixes se tornou parte do ouvido médio dos vertebrados atuais. E esse novo entendimento sobre uma parte tão importante da anatomia humana vem de muito longe: são os fósseis de 400 milhões de anos de galeaspidas, uma classe extinta de peixes sem mandíbula de água doce.

O ouvido médio é a parte do sistema auditivo que abriga os ossos que convertem vibrações sonoras em ondas de pressão mais poderosas, nos permitindo ouvir pequenos distúrbios do ambiente em um alcance de frequências relativamente amplo. Se você prestou atenção às aulas de biologia, vai lembrar de seus nomes: martelo, bigorna, estribo. Como muitos elementos do corpo humano, eles evoluíram de partes anatômicas de animais ancestrais.

Fóssil da caixa craniana do Shuyu, peixe galeaspida de 400 milhões de anos (Imagem: IVPP/Divulgação)
Fóssil da caixa craniana do Shuyu, peixe galeaspida de 400 milhões de anos (Imagem: IVPP/Divulgação)

Teorias, ancestrais e fósseis

As teorias sobre o que deu origem ao ouvido médio não são de hoje: cientistas acreditavam que a parte do corpo original seria a guelra espiracular, que ficaria entre o arco hioide e o arco mandibular dos primeiros vertebrados. Em termos mais simples, seria entre o olho e a parte da frente das guelras dos peixes de hoje.

Tubarões e arraias usam o espiráculo para aspirar e armazenar água, antes de expulsá-la pelas guelras após absorver seu oxigênio. Peixes que fogem dos predadores se enterrando em sedimentos tem o espiráculo no topo da cabeça, para que ainda possam atingir água limpa do esconderijo. Alguns peixes, ainda, usam essa parte do corpo para respirar ar em águas rasas, pegando a maior parte do oxigênio daí.

Quando foram para a terra, os vertebrados abandonaram o espiráculo como dispositivo respiratório para delegar a função às narinas e à boca. O canal, no entanto, acabou sendo aproveitado para transmitir o som até o cérebro: répteis, mamíferos e anfíbios modificaram essa abertura para essa função, mas cada um à sua própria maneira.

Modelo 3D do crânio do Shuyu, feito a partir de diversos fósseis (Imagem: IVPP/Divulgação)
Modelo 3D do crânio do Shuyu, feito a partir de diversos fósseis (Imagem: IVPP/Divulgação)

Saber o que o espiráculo virou não quer dizer que soubéssemos de onde havia vindo. A parte teórica mais especulativa, proposta no século XX, dizia que a abertura poderia ter sido uma guelra perdida. Não havia nenhum exemplo fossilizado, já que poucos animais tão antigos tinham seus restos preservados.

Hoje, isso mudou: 28 espécimes de Shuyu, um tipo peixe sem mandíbula, foram encontrados, tendo até 438 milhões de anos. Pesquisadores reconstruíram a caixa craniana dos animais, revelando a presença da tal guelra espiracular. É a primeira evidência anatômica e fóssil de um espiráculo vertebrado ter vindo de guelras de peixes, segundo o autor principal do estudo, o Dr. Zhikun Gai.

Muitas características humanas importantes vêm dos nossos ancestrais aquáticos, como os dentes, mandíbulas e (agora sabemos com certeza) ouvidos médios. A principal tarefa dos paleontólogos é essa: encontrar os elos perdidos na cadeia evolucionária enorme que liga nós, humanos, aos peixes, por exemplo.

Os Shuyu são considerados, agora, tão importantes quanto os Tiktaalik e os Ichthyostega, os fósseis que demonstram a saída dos peixes do ambiente aquático para uma vida anfíbia, tanto na terra quanto na água. Um estudo detalhando a descoberta foi publicado na revista científica Frontiers in Ecology and Evolution, bem como uma declaração dos cientistas à Chinese Academy of Sciences.

Fonte: Canaltech

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