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Seu café está mais caro? Entenda por que o produto subiu de preço

·2 minuto de leitura
Close-up of a woman pouring herself hot filter coffee to a mug while staying at home.
A inflação do café moído passou dos 17% nos últimos 12 meses
  • Brasil passa por uma inflação generalizada de vários produtos

  • País é o maior produtor e segundo maior mercado consumidor de café

  • Geadas, secas e dólar são explicações para a alta do produto

Carne, pé de frango, cerveja, gasolina, diesel e energia. Tudo parece que está subindo de preço ao mesmo tempo no Brasil. E está mesmo.

Segundo dados do IPCA (o índice oficial do governo), nos últimos 12 meses, a inflação passou dos 10%.

O supermercado é uma ótima vitrine para acompanhar essa escalada dos preços. O último item que entrou nessa ciranda inflacionária foi o café.

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Pelos dados do último IPCA-15, o café moído acumula uma alta de 17,15% nos últimos 12 meses.

Nas gôndolas dos supermercados é muito difícil encontrar um pacote de café de 500g (sendo prensado ou não) a menos de R$ 13. Isso não importando a marca. No início do ano, o consumidor encontrava pacotes por menos de R$ 10. Dependendo da marca, até por R$ 8 ou R$ 9.

O Brasil é o maior produtor mundial de café e o segundo mercado consumidor do mundo - atrás apenas dos EUA.

E por que o nosso cafezinho de todo dia está mais caro? O clima tem um grande peso nisso.

Geadas e secas prejudicaram muito as plantações

Produtores de café arábica dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná - algumas das principais regiões produtoras do Brasil - sofreram com as geadas que atingiram as lavouras.

De origem africana, o café tipo Arábico é sensível ao frio. Se a geada for muito forte, pode até matar a planta.

Com os últimos fenômenos climáticos, o governo federal já admite o impacto na safra de 2022.

Na região cafeeira da Alta Mogiana - que são sete municípios do sudoeste de Minas Gerais e 15 paulistas - a quebra na safra de 2022 poderá chegar a 35%.

Dólar e safra menor também explicam preços altos

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a safra atual não deve ultrapassar 48,8 milhões de sacas de 60 kg de grãos. Se isso se confirmar esta marca será 22,6% inferior ao da última.

O câmbio também pesa. O dólar alto incentiva a venda para o mercado externo. De janeiro a julho, o Brasil exportou cerca de 25,2 milhões de sacas de café, o que representa a um aumento de 11,3% em comparação ao mesmo período de 2020.

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