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Sette Câmara criticou Palmeiras ‘turbinado’ no mercado e agora repete método no Galo

O presidente Sérgio Sette Câmara chegou a pedir fair play financeiro no futebol brasileiro, em dezembro de 2018 (Pedro Souza/Atlético)

Desde a chegada do técnico Jorge Sampaoli o Atlético contratou seis jogadores. O zagueiro Bueno, o volante Léo Sena e o atacante Marrony já estão em Belo Horizonte. O meia Alan Franco e o atacante Keno só vão chegar a Belo Horizonte em julho, assim como o zagueiro Junior Alonso, que aguarda o término do contrato com o Boca Juniors para ser oficializado pelo Galo. Além da indicação do treinador, todos os reforços têm em comum a participação de um terceiro no negócio, algo que era criticado pelo presidente atleticano Sérgio Sette Câmara até pouco tempo atrás.

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As contratações só foram possíveis por causa do dinheiro emprestado pelo empresário Rubens Menin, que também é patrocinador e conselheiro do clube. O proprietário da MRV tem bancado com recursos próprios todos os investimentos feitos para atender Jorge Sampaoli. Aliás, até mesmo a contratação do treinador argentino tem participação de conselheiros, que doaram a grana para completar o salário do técnico, segundo Sette Câmara.

Se agora o Atlético conta com uma boa quantia emprestada para reforçar o time e superar rivais no mercado, há pouco menos de dois anos o mandatário alvinegro reclamava do Palmeiras por agir exatamente da mesma forma. Com ajuda da Crefisa, via empréstimos e patrocínio acima do valor de mercado, a equipe paulista vencia quase todas as disputas por contratações, com Alexandre Mattos, agora diretor de futebol do Galo.

Foi assim com o Atlético, em dezembro de 2018. A equipe mineira tentou contratar o meia Zé Rafael, então no Bahia, e o atacante Athur, destaque do Ceará no Brasileirão daquele ano. No entanto, ambos foram para o Palmeiras, que estava numa situação financeira muito mais favorável do que o Alvinegro e fez com o presidente reclamasse publicamente.  

“Estivemos perto de contratar o Arthur, do Ceará. Achei que seria interessante. O Palmeiras foi lá e contratou. A gente também olhou o Zé Rafael. Eu tinha vontade de trazer. Quando foi tentar contratar, mas o Bahia pediu um valor exorbitante e quem foi pagar foi o Palmeiras. Tentamos negociar, mas falaram que o Palmeiras tinha oferecido o nosso valor mais x”, disse Sérgio Sette Câmara, em entrevista à Rádio Itatiaia, no fim de 2018.

O presidente do Atlético chegou a pedir para que algo fosse feito no sentido de inibir o doping financeiro, com os clubes nacionais podendo gastar apenas o que arrecadam.

“Está faltando aqui no Brasil alguma regulamentação, como o fair play financeiro. Estamos num momento em que eu tenho procurado alguns reforços. Você bate na porta de algum jogador e quando você está, está lá o Palmeiras. Tentei contratar, mas ficou impossível”, completou.

Como nada foi feito neste sentido desde então, o beneficiário do momento é o Atlético. De acordo com o orçamento aprovado pelo conselho deliberativo do clube, em dezembro do ano passado, a projeção de arrecadação para 2020 era de R$ 388 milhões, num cenário sem pandemia. De acordo com os números elaborados pelo departamento financeiro do Galo, o clube teria R$ 20 milhões para gastar com reforços nesta temporada. Número superado já nas primeiras semanas do ano.

Com ajuda da família Menin, que também participou de contratações antes da chegada de Sampaoli, o Atlético já superou em algumas vezes o que estava estipulado para gastar nas busca por reforços.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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