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Setor de turismo deve perder R$ 90 bi em três meses de pandemia, diz CNC

Alessandra Saraiva

Entidade alerta para o risco de perda de 728 mil postos de trabalho até junho A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima perdas de quase R$ 90 bilhões para o setor de turismo no país em três meses, devido à pandemia. A entidade alerta que o cenário pode conduzir a eliminação de 727,8 mil postos de trabalho no setor até o fim de junho.

Em comunicado, a CNC lembrou que o setor de turismo foi fortemente impacto pela atual crise. Isso porque, com o avanço da covid-19 pelo mundo, ocorreram ações de isolamento social, bem como fechamento das fronteiras em diversos países.

Escultura de areia mostra o Cristo Redentor com máscara no Rio de Janeiro

AP Photo/Silvia Izquierdo

A CNC lembrou ainda que, em março, quando o quadro da pandemia de covid-19 se solidificou no país, o setor de turismo acumulou perda de R$ 13,38 bilhões em relação à média mensal de faturamento nos meses anteriores. Na prática, o setor de turismo praticamente paralisou nas semanas seguintes, analisou a CNC - o que levou a perdas de R$ 36,94 bilhões em abril e R$ 37,47 bilhões em maio, totalizando prejuízos na ordem de R$ 87,79 bilhões, de acordo com cálculos da entidade.

Ainda segundo a análise da confederação, Rio de Janeiro, com perdas no turismo de R$ 12,48 bilhões; e São Paulo com perdas de R$ 31,77 bilhões concentram mais da metade do prejuízo nacional registrado pelo setor.

No comunicado, o presidente da Confederação, José Roberto Tadros, diz que ainda não é possível prever mudança significativa na atual tendência de perdas do segmento.

Na análise de Tadros, as ações do governo já lançadas para combater impacto na economia da atual crise foram importantes para reduzir intensidade no ritmo de queda na atividade do setor. Mas, para o especialista, são necessárias mais ações governamentais. “A extensão das perdas e dos danos no setor causados pela crise histórica que estamos vivendo vai exigir medidas adicionais para a preservação das empresas e dos empregos”, informou ele, no comunicado.